A Polícia Federal realizou, neste sábado (5), a extradição de uma brasileira natural de Santa Margarida (MG), investigada por envolvimento em um esquema de estelionato que teria causado prejuízos a dezenas de produtores rurais em Minas Gerais.
A mulher foi entregue às autoridades brasileiras após possuir contra si um mandado de prisão expedido pela Justiça e um alerta vermelho da Interpol, utilizado para localização de pessoas procuradas internacionalmente.
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta que o crime teria ocorrido nos meses de maio e junho de 2024, no município de Orizânia (MG), envolvendo negociações de café durante o período de safra.
Investigação aponta esquema envolvendo compra de café
De acordo com as informações da PF, a investigada teria estruturado um esquema fraudulento utilizando a credibilidade que seu marido possuía no mercado regional de café.
Conforme a investigação, entre o final de maio e a primeira quinzena de junho de 2024, o marido teria intensificado a captação de mercadorias junto aos produtores, oferecendo valores acima da média de mercado e estabelecendo prazos futuros para pagamento.
A operação teria atraído diversos produtores rurais, que entregaram suas safras ao armazém administrado pelos investigados.
Ainda segundo a Polícia Federal, após a comercialização das mercadorias com terceiros, os investigados teriam deixado a região sem cumprir os compromissos financeiros assumidos.
Procurada pela Interpol
Contra a brasileira havia um mandado de prisão expedido pela Vara Única da Comarca de Tiros (MG), além de um alerta vermelho da Interpol por ser considerada procurada internacionalmente.
A extradição foi realizada pela Polícia Federal neste sábado (5).
Custódia ficará em Ribeirão das Neves
Após retornar ao Brasil, a extraditada deverá permanecer custodiada no Centro de Ressocialização e Pré-Soltura José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves (MG).
Ela ficará à disposição da Justiça para os procedimentos relacionados ao processo.
As acusações apresentadas pela Polícia Federal ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, responsável pela decisão final sobre eventual responsabilização criminal.
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