domingo, setembro 6, 2026

Inovação e sustentabilidade: planta de filtragem de rejeito da Anglo American está em fase de testes

Créditos: Griô.

30/03/2026 – A Anglo American alcançou um importante marco em seu projeto da planta filtragem de rejeito do Sistema Minas-Rio: na fase de testes, a empresa já ultrapassou a marca de um milhão de toneladas de resíduo filtrado. A estrutura, que está em implantação desde 2022, evitará o lançamento de cerca de 85% do rejeito total para a barragem do Sistema Minas-Rio. Ao todo, estão sendo investidos pela companhia cerca de R$ 5 bilhões na iniciativa.

A empresa destaca que o projeto representa um passo estratégico para a continuidade sustentável do empreendimento, uma vez que os primeiros testes da planta de filtragem representam mais do que um avanço tecnológico: são a concretização do compromisso com a inovação responsável e os valores que sustentam a companhia. Este projeto fortalece, ainda, a estratégia de gestão de rejeito, que já possui estruturas que operam sob os mais rigorosos padrões de segurança.

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Durante os testes, a produção reforça a solidez das práticas de gestão da empresa, buscando maior eficiência e previsibilidade nas entregas da Anglo American.

A planta de filtragem de rejeito possui uma tecnologia de filtragem a vácuo, separando o rejeito sólido, enviado para áreas preparadas para estocagem em pilhas e não mais para a barragem, e separando a água, que é reaproveitada no processo produtivo do Minas-Rio, reforçando, também, o compromisso com a eficiência operacional na gestão hídrica. Com a produção da primeira polpa filtrada nesta etapa de testes, o projeto entra agora em sua fase de ajustes operacionais, rumo à plena capacidade. A previsão é que a estrutura atinja sua capacidade projetada no final do primeiro semestre de 2026.

Sobre a Anglo American

A Anglo American é uma líder global em mineração, comprometida com a produção responsável de cobre, minério de ferro premium e nutrientes agrícolas — produtos essenciais para viabilizar o futuro, impulsionar a descarbonização da economia global e fortalecer a segurança alimentar. Nossas operações de classe mundial nos proporcionam um portfólio robusto, com grande potencial de crescimento em todos os três negócios da empresa. O Minas-Rio é a nossa operação de minério de ferro no Brasil. Ele está localizado nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. É uma operação de exportação de minério de ferro totalmente integrada, com mina, usina de beneficiamento, mineroduto e terminal dedicado no Porto de Açu. Saiba mais: Anglo American Brasil

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VAGAS em Itabira – Átila Lemos

Atendimento: Avenida das Rosas, nº410, São Pedro – Itabira – MG CEP: 35.900-117. Telefones: (31) 3839-2141/ 3839-2140/ 3839-2502/ 3839-2527/ 3839-2861/ 3839-2146.

(31) 3839-2141

OBS: DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA ATENDIMENTO DE VAGAS; *DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO COM FOTO

Vagas do dia 01/04/2026.

AUXILIAR DE CFTV – 01 vaga

Vaga para trabalhar no apoio de instalação de sistemas eletroeletrônicos de segurançaTer CNH “B”.

Experiência: Não exige

Salário: R$ 1.800,00

Cód: 8938534 CBO: 9513-05

ENTREGADOR – 01 vaga Masculino

Vaga para trabalhar fábrica de gelo no bairro Areão/AmazonasTer CNH “D”.

Experiência: 6 meses (comprovada)

Salário: R$ 2.548,56

Cód: 8842418 CBO: 7823-10

INSTALADOR REPARADOR DE LINHAS DE TELECOMUNICAÇÕES – 10 vagas

Vaga para trabalhar com instalações e reparos de serviços de telecomunicações (internet, telefonia e TV) presencialmente. Desejável ter curso técnico em Elétrica e ter CNH “B”.

ExperiênciaNão exige

Salário: R$ 2.310,00 + 30% de periculosidade

Cód: 8912805 CBO: 7313-20

MECÂNICO – 01 vaga

Experiência comprovada em manutenção de ônibus.

Experiência: 6 meses (comprovada)

Salário: R$ 3.200,00

Cód: 8934241 CBO: 9144-25

PIZZAIOLO – 02 vagas

Vaga para trabalhar em pizzaria.

Experiência: 6 meses

Salário: R$ 2.300,00

Cód: 8934210 CBO: 5136-10

REPOSITOR – 01 vaga FEMININO

Vaga para trabalhar em sacolão

Experiência: Não exige

Salário: R$ 1.800,00

Cód: 8915166 CBO: 5211-25

TÉCNICO EM FOTÔNICA – 01 vaga

Vaga para trabalhar com instalações e manutenções de cabos ópticos, fusões, CDAs, CEOs, DIOs. Ter curso técnico em Eletrônica e CNH “B”.

ExperiênciaNão exige

Salário: R$ 2.420,00 + 30% de periculosidade

Cód: 8880199 CBO: 3135-05

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Hospital Carlos Chagas abre vagas para enfermeiro e auxiliar de cozinha em Itabira

Hospital Carlos Chagas abre vagas para enfermeiro e auxiliar de cozinha em Itabira – Minas em Dia

Divulgação: FSFX

1. Enfermeiro(a) Intermediário(a) – Internação

Esta vaga é destinada a profissionais que buscam atuar na linha de frente da assistência ao paciente internado. O objetivo é garantir um atendimento humanizado e seguro, seguindo os rigorosos protocolos da instituição.

  • Principais Responsabilidades:
    • Realizar atendimento assistencial integral ao paciente.
    • Garantir a continuidade da assistência e a segurança do paciente.
    • Zelar pelo cumprimento dos protocolos institucionais.
    • Assegurar o pleno funcionamento do setor de internação.
  • Link para candidatura: Cadastre-se aqui

2. Auxiliar de Cozinha

A função é essencial para a manutenção do fluxo de alimentação do hospital, atendendo tanto pacientes quanto colaboradores com foco em higiene e agilidade.

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  • Principais Responsabilidades:
    • Auxiliar os cozinheiros em todas as etapas de preparo de refeições e lanches.
    • Manter a organização e o bom funcionamento da cozinha e do refeitório.
    • Atender solicitações de lanches para eventos internos.
    • Garantir a entrega da demanda dentro dos prazos, prezando pela qualidade e segurança alimentar.
  • Link para candidatura: Cadastre-se aqui

Como participar do processo seletivo

Os interessados devem acessar os links disponibilizados acima, que direcionam para o portal oficial de recrutamento da FSFX (Fundação São Francisco Xavier), gestora da unidade.

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Vale abre vagas em Itabira com oportunidades para estágio, engenharia e operação de mina

Foto: Minas em Dia / Reprodução

A mineradora Vale atualizou seu quadro de oportunidades para a unidade de Itabira (MG), com vagas que contemplam diversos perfis profissionais. O destaque da semana fica para a forte oferta de estágios de nível superior (6h) em áreas estratégicas como Meio Ambiente, Controle de Operação de Mina e Inspeção, além de posições de liderança e cargos técnicos exclusivos para o público feminino.

A empresa busca profissionais para funções de alta complexidade, como Engenheiro Sênior e Coordenador Operacional, reforçando o investimento em tecnologia e gestão na região. No setor operacional, as vagas afirmativas para mulheres nas áreas de Geologia e Manutenção Elétrica reforçam o compromisso da companhia com a diversidade no setor mineral.

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Confira as vagas disponíveis:

  • Estágio Superior (6h): Áreas de Engenharia de Instrumentação, Manutenção de Perfuratrizes, Controle de Operação de Mina e Meio Ambiente.
  • Liderança e Engenharia: Coordenador Operacional de Equipamentos Móveis, Engenheiro Sênior (PCM Cauê).
  • Vagas Afirmativas para Mulheres: Inspetora de Manutenção Especializada (Elétrica), Técnica de Mina e Geologia I e II.

Benefícios e Carreira

A Vale é reconhecida por oferecer um dos pacotes de benefícios mais robustos do mercado de mineração no Brasil. Entre as vantagens oferecidas aos colaboradores estão:

  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Assistência Médica, Hospitalar e Odontológica (PASA);
  • Previdência Privada e Seguro de Vida;
  • Auxílio Creche ou Babá e Vale Alimentação/Refeição;
  • Acesso ao Wellhub (Gympass) e passagens de trem na EFVM.

Inscrições

Os interessados devem realizar o cadastro exclusivamente pelo portal de carreiras da empresa. Para acessar a lista completa e aplicar o currículo, clique no link oficial: Portal de Vagas Vale – Itabira.

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CENIBRA amplia mobilidade inclusiva com novos ônibus adaptados para colaboradores

Créditos: CENIBRA

A CENIBRA (Celulose Nipo-Brasileira) reforçou seu compromisso com a inclusão ao incorporar cinco novos ônibus com plataforma elevatória à frota de transporte coletivo utilizada por seus colaboradores.

A iniciativa amplia significativamente a mobilidade de trabalhadores que dependem do transporte diário, garantindo mais acessibilidade, segurança e conforto.

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Inclusão e autonomia no ambiente de trabalho

De acordo com a empresa, a medida faz parte de uma visão mais ampla de inclusão, entendida como um direito fundamental. O investimento em veículos adaptados contribui para promover autonomia e dignidade às pessoas com deficiência, além de fortalecer o sentimento de pertencimento dentro do ambiente corporativo.

O líder do grupo de afinidade “Pessoas Capazes e Determinadas”, Leandro Pinho, destacou a importância da iniciativa, ressaltando que a adaptação do transporte coletivo é essencial para assegurar igualdade de condições no dia a dia dos colaboradores.


Frota moderna e acessível

Atualmente, cerca de 60% dos ônibus da frota já contam com plataforma elevatória, e a meta da empresa é atingir 100% de acessibilidade.

Além disso, todos os veículos são equipados com tecnologia de “ajoelhamento”, sistema que reduz a altura do ônibus para facilitar o embarque e desembarque, beneficiando não apenas pessoas com deficiência, mas todos os usuários do serviço.


Estratégia voltada à sustentabilidade

A ação integra o plano estratégico da companhia, conhecido como BioSustentação, que reúne iniciativas voltadas à inovação, responsabilidade social e ao cuidado com as pessoas.

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Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil

Um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela organização não governamental ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, mostra que a inflação de alimentos no Brasil se configura como um fenômeno estrutural, que encarece mais os produtos frescos em comparação com os ultraprocessados. 

O levantamento foi elaborado pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo ele, a inflação dos alimentos no Brasil não pode ser atribuída exclusivamente a questões sazonais ─ oscilações temporárias que tendem a se corrigir espontaneamente quando a estação muda. O estudo aponta o exemplo de alta no preço do tomate durante a entressafra.

O economista também defende que a inflação dos alimentos não pode ser só explicada por fatores conjunturais, que seriam variações por eventos não recorrentes, que podem durar meses ou poucos anos. Um exemplo é a desvalorização súbita do câmbio.

O estudo classifica a inflação da alimentação como estrutural, composta por pressões permanentes que não se resolvem sozinhas e exigem mudanças no modo como a economia está organizada.

“A inflação é estrutural, pois não decorre apenas de choques temporários, é específica, porque está associada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro”, escreve o pesquisador no estudo.

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Alta acima da inflação

Em quase 20 anos, o custo da alimentação do brasileiro subiu 302,6%, ou seja, multiplicou por quatro, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%. Isso significa que, de junho de 2006 a dezembro de 2025, o encarecimento da comida supera em 62% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial.

Para efeito de comparação, Palmieri Junior mostra que nos Estados Unidos, no mesmo período, o nível de preços dos alimentos ficou cerca de 1,5% acima da inflação geral.

O pesquisador ressalta que no Brasil, quando acontece algum tipo de crise e os preços dos alimentos sobem muito, há resistência de recuo.

“Aumentar é fácil, mas depois, em algum momento, cair um pouco, isso é muito difícil. Vi isso em relação a alguns outros países”, disse em conversa com jornalistas para apresentar o estudo.

Ao detalhar os grupos alimentícios do custo da comida no Brasil, a pesquisa revela que os itens que mais subiram foram: 

  • Tubérculos, raízes e legumes (359,5%), 
  • Carnes (483,5%) e 
  • Frutas (516,2%) 

Saudáveis x ultraprocessados

O levantamento mostra que a perda do poder de compra é mais sentida em alimentos in natura.

“Se uma pessoa destinasse, por exemplo, 5% do salário mínimo para comprar alimentos em 2006, hoje, com essa mesma proporção, ela conseguiria levar mais produtos ultraprocessados e menos alimentos saudáveis”, diz.

Entre 2006 e 2026, o poder de compra para frutas caiu cerca de 31%; e para hortaliças e verduras, 26,6%.

Já para compra de refrigerantes (+23,6%) e embutidos como presunto (+69%) e mortadela (+87,2%), aumentou.

Pelo lado dos ultraprocessados, o economista explica que o barateamento está associado ao fato de ter elementos como os aditivos, “que são industriais, com menos oscilação de preço”. Outro ponto é o fato de serem cultivos de “monotonia”, quando o solo é usado insistentemente para poucos tipos de alimentos, o que reduz a resiliência do cultivo.

“Poucos ingredientes básicos, como trigo, milho, açúcar e óleo vegetal, passam a ser transformados em milhares de produtos distintos por meio da adição de aditivos químicos”, diz.

Para o professor, o menor efeito da inflação nos alimentos ultraprocessados direciona as escolhas, fazendo as pessoas a comprar produtos menos saudáveis.

“Você vai tendo uma mudança nos padrões de consumo a partir disso”.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou os fatores que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas.   

Modelo exportador

Um dos fatores que levam ao aumento persistente dos preços, assinala, é a inserção internacional do Brasil e o modelo agroexportador.

O fato de o país ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo faz com que a prioridade dos produtores seja vender para outros países e receber o valor da produção em dólares, em vez de direcionar para o mercado interno.

Na década de 2000, mostra o estudo, o país exportava 24,2 milhões de toneladas de alimento e importava 14,2 milhões de toneladas. Em 2025, as exportações saltaram para 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.

“Esse indicador mostra a quantidade líquida de alimentos produzidos no país cujo destino é o mercado externo, reforçando o papel do Brasil como grande exportador e aumentando a influência do mercado internacional sobre os preços internos”, afirma.

O direcionamento para exterior faz com que os produtores brasileiros deem prioridade para itens que são mais demandados em outros países, como soja, milho e cana de açúcar.

A área dedicada ao cultivo dessas culturas passou de 41,93 milhões de hectares em 2006 para 79,30 milhões de hectares em 2025. Essa diferença é maior que todo o território da Alemanha (35,7 milhões de hectares).

No mesmo período, a área dedicada ao cultivo de arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana encolheu de 10,22 milhões de hectares para 6,41 milhões de hectares. Para efeito de comparação, o estado da Paraíba se estende por 5,64 milhões de hectares.

Insumos mais caros

Outro elemento apontado como causa do encarecimento recorrente dos alimentos é o custo dos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos, colheitadeiras e outras máquinas.

O estudo comparou preços dos triênios 2006-2008 e 2022-2024 e identificou os seguintes aumentos na moeda real:

  • fertilizantes: 2.423%.
  • herbicidas e reguladores de crescimento: 1.870%
  • colheitadeiras: 1.765%
  • inseticidas: 1.301%
  • ureia (fertilizante nitrogenado): 981%
  • peças e partes de máquinas agrícolas: 667%

Para o pesquisador, isso reflete a ausência de uma estratégia de desenvolvimento, com expansão de commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades e preços internacionais) baseada em insumos e tecnologias controlados por oligopólios de países desenvolvidos.

O autor explica que há um ciclo vicioso que se reflete nos preços internos.

“Isso afetou o preço para todo mundo, inclusive para aquele pequeno produtor de feijão. Ele nem exporta, mas vai pagar o alto custo do preço dos insumos, e esse custo vai ser repassado para o preço do feijão”, exemplifica.

Concentração

Essa dependência é associada a outro fator que, na visão de Palmieri Junior, leva à inflação dos alimentos: a concentração da cadeia produtiva.

No estudo, ele revela que apenas quatro empresas estrangeiras de sementes respondem por 56% do mercado global.

No caso de empresas pesticidas, quatro companhias de fora do país abocanham 61% do mercado.

Nas máquinas agrícolas, 43% do mercado equivalem à participação de quatro empresas estrangeiras.

Na indústria alimentícia, prossegue o estudo, cinco marcas de duas empresas têm participação de 74,2% no mercado de margarina brasileiro.

Situação semelhante acontece no mercado de massa instantânea (73,7%). Cinco marcas de três empresas alcançam 83% do mercado de chocolates/bombom.

Inflação invisível

O economista cita que a inflação dos alimentos é ainda pior do que mostram os números, por causa da “inflação invisível”, que não é possível de ser medida. Ele classifica como esse fenômeno os produtos que mantêm o preço, mas alteram os ingredientes, acrescentando itens mais baratos em detrimento dos mais caros, fazendo com que o produto final perca qualidade.

Um exemplo é o sorvete, que passa a receber menos leite e mais açúcar. O mesmo acontece com o chocolate, que perde cacau em pó e ganha açúcar.

“Se o custo é reduzido piorando a qualidade, e vende com o mesmo preço, é uma inflação que não é computada pelos órgãos de pesquisa. Como você vai captar isso?”, questiona.

Soluções

A publicação aponta alguns caminhos com capacidade de reverter a trajetória inflacionária da comida.

“O preço da comida não é apenas uma variável econômica. Expressa escolhas políticas, distributivas e civilizatórias sobre o modelo de sociedade que se pretende construir”, frisa o autor.

Entres as sugestões estão:

  • desconcentração produtiva e fortalecimento das economias locais
  • reequilíbrio entre exportação e abastecimento interno
  • fortalecimento de estruturas como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Centrais de Abastecimento dos estados (Ceasas)
  • ampliação de acesso à terra
  • crédito à produção condicionado a produção para o mercado interno

Palmieri Junior citou o exemplo de países desenvolvidos, como Estados Unidos e europeus, que realizaram reformas agrárias.

“Significa fazer com que a terra seja mais acessível a um conjunto da população. Isso contribui para uma soberania alimentar”, defende.

Para ele, a reforma agrária é benéfica para interesses do capitalismo.

“Se o alimento é barato, sobra mais dinheiro para o cidadão comprar outras coisas que o capitalismo está produzindo e lucrando muito mais”, avalia.

“Se para a população de um país, boa parte da renda tem que ser destinada para alimento, outros setores produtivos são prejudicados”, completa.

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Dólar cai para R$ 5,17 e bolsa sobe com expectativas sobre guerra

O dólar recuou para abaixo de R$ 5,20, e a bolsa brasileira avançou nesta terça-feira (31), em meio ao aumento do apetite global por risco diante de sinais de possível desescalada da guerra no Oriente Médio. Investidores reagiram a declarações do presidente estadunidense, Donald Trump, e do Irã, Masoud Pezeshkian, que indicam abertura para encerrar o conflito, o que aliviou a tensão nos mercados.

O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,179, com queda de R$ 0,069 (-1,31%). A cotação iniciou o dia em leve baixa, mas ampliou a queda no meio da tarde, após as notícias de distensionamento na guerra no Oriente Médio.

A cotação está no menor nível desde 11 de março, quando tinha fechado em R$ 5,15. Apesar do impacto do conflito, o dólar subiu apenas 0,87% no mês. No primeiro trimestre do ano, registra queda de 5,65%, o que garantiu ao real o melhor desempenho entre as principais moedas em 2026.

Bolsa

O Ibovespa acompanhou o cenário externo positivo e fechou em alta de 2,71%, aos 187.462 pontos, impulsionado pela recuperação das bolsas nos Estados Unidos.

Apesar do avanço no dia, o índice acumulou queda de 0,70% em março, pressionado pela aversão global ao risco ao longo do mês. No trimestre, porém, o desempenho foi expressivo: alta de 16,35%, a melhor para o período desde 2020.

O fluxo de capital estrangeiro e a expectativa de alívio no conflito ajudaram a sustentar o desempenho positivo, embora analistas alertem que o cenário ainda é sensível a novas escaladas militares.

Petróleo

Os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia, refletindo a mesma expectativa de trégua no conflito. O barril do tipo Brent para junho caiu cerca de 3% para US$ 103,97, após reportagens de veículos estadunidenses informarem que o Irã estaria disposto a encerrar a guerra sob determinadas condições.

Mesmo com a recente queda, o petróleo fechou março com valorização de cerca de 40%, impulsionado por riscos à oferta global, especialmente devido às tensões no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial.

*com informações da Reuters

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BRB confirma que não divulgará balanço de 2025 no prazo

O Banco de Brasília (BRB) anunciou na noite desta terça-feira (31) que não divulgará o balanço consolidado de 2025 dentro do prazo legal, ampliando a incerteza sobre sua situação financeira. A decisão ocorre em meio à crise desencadeada por operações com o Banco Master e deve aumentar a pressão de reguladores e investidores sobre a instituição.

A legislação brasileira determina que instituições financeiras publiquem suas demonstrações financeiras anuais até o fim de março. O prazo termina às 23h59 desta terça, sem a divulgação dos números pelo BRB, que não informou uma nova data.

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco afirmou que precisa concluir os trabalhos de auditoria forense relacionados à operação Compliance Zero, além de avaliar os possíveis impactos dessas investigações nos resultados.

Segundo a instituição, o adiamento busca garantir “fidedignidade, transparência e integridade” das informações prestadas a acionistas e ao mercado.

Auditoria

A auditoria em andamento investiga operações realizadas com o Banco Master, que estão sob suspeita de irregularidades. O BRB informou que a análise envolve tanto a apuração dos fatos quanto a mensuração dos efeitos contábeis dessas transações.

A conclusão desse processo é considerada essencial para que o banco apresente números consistentes, o que, na prática, impede a divulgação imediata do balanço.

Além disso, o banco também não apresentou, como era esperado, um plano detalhado para cobrir os prejuízos decorrentes dessas operações.

Regras

Com o descumprimento do prazo, o BRB terá de prestar esclarecimentos a órgãos reguladores como o Banco Central (BC) e a CVM.

As normas da CVM preveem a aplicação de multa diária pelo atraso na divulgação de informações obrigatórias. Embora o impacto financeiro dessas penalidades seja limitado, especialistas apontam que o dano reputacional tende a ser mais significativo.

Em situações mais extremas, caso o atraso persista por período prolongado, o banco pode até ter suspenso seu registro como companhia aberta, o que impediria a negociação de suas ações no mercado.

Impacto

A ausência dos resultados financeiros aumenta a incerteza entre investidores e analistas, que seguem sem visibilidade sobre o tamanho das perdas e a real situação patrimonial do banco.

O cenário tende a elevar a volatilidade dos ativos ligados ao BRB, com oscilações mais intensas e frequentes nos preços, refletindo maior percepção de risco.

Além disso, o atraso pode pressionar ainda mais a avaliação de risco da instituição, com impacto potencial em seu rating e no custo de captação de recursos.

Crise

A atual crise do BRB teve origem na aquisição de cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, operação que passou a ser investigada por suspeitas de fraude.

O caso levou à liquidação do Banco Master e provocou perdas relevantes para o BRB. A crise afetou o capital mínimo prudencial, reserva que instituições financeiras são obrigadas a manter para garantir estabilidade e absorver choques, do banco.

Diante do avanço das investigações, o Banco Central intensificou o monitoramento sobre o banco nos últimos meses.

Pressão

O episódio aumentou a pressão sobre a gestão do BRB, que agora precisa apresentar soluções para recompor o capital, passo considerado essencial para restaurar a confiança do mercado.

Oficialmente, o banco afirma que tem solidez e um plano estruturado de capitalização. No entanto, investidores permanecem cautelosos diante da falta de divulgação dos dados e das incertezas sobre o tamanho do prejuízo, estimado em pelo menos R$ 8 bilhões, podendo chegar a R$ 13 bilhões, segundo uma auditoria independente.

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Mais de 80% dos estados aderem a subsídio a diesel importado

Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção

Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

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BNDES lança plataforma que reunirá dados de operações de crédito

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) lançam, nesta quarta-feira (1°/4), em Brasília, o Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD).

A plataforma reunirá e tornará públicos dados de recursos do crédito direcionado no país, a fim de permitir a análise dos impactos na economia e no desenvolvimento, além da elaboração de políticas públicas.

De acordo com o Banco Central, o crédito direcionado refere-se a operações regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculadas a recursos orçamentários destinados, basicamente, à produção e ao investimento de médio e longo prazos aos setores imobiliário, rural e de infraestrutura.

As fontes de recursos são as parcelas das captações de depósitos à vista e da caderneta de poupança, além de fundos e programas públicos.

“Com o observatório, será possível avaliar impactos importantes do crédito, como a geração de emprego e renda, e até mesmo a redução nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, vai promover o debate técnico-científico de alto nível, fundamentado em dados”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.

A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, destaca a função estruturante da plataforma.

“O observatório estruturará metodologias capazes de mensurar efeitos econômicos, sociais e ambientais, monitorando a eficiência do crédito e apoiando a tomada de decisão por formuladores de políticas e órgãos reguladores. É inteligência aplicada ao serviço de desenvolvimento.”

Desenvolvimento do sistema

O observatório vai contar com financiamento do BNDES nos primeiros 12 meses e prevê a participação de outras instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF).

A plataforma será criada no primeiro ano, a partir da parceria entre a ABDE e uma instituição de ensino superior a ser definida, que dará apoio técnico-científico para a curadoria de dados e o desenvolvimento de metodologias. A formalização da parceria está prevista para maio de 2026, com início das atividades técnicas nos meses seguintes.

As primeiras publicações devem ocorrer ainda em 2026.

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