Seminário aborda uso de telas por crianças e adolescentes e propõe agenda de combate a abusos das grandes empresas de tecnologia

Seminário aborda uso de telas por crianças e adolescentes e propõe agenda de combate a abusos das grandes empresas de tecnologia

Evento reuniu integrantes do Ministério Público e do Governo Federal, que destacaram a necessidade de mecanismos de segurança nativos nas plataformas para coibir a monetização predatória e a adultização de conteúdos.

O direito a uma infância segura na era digital depende da superação da “terra sem lei” virtual. Em linhas gerais, foi essa a tônica do seminário “ECA Digital: Proteção de Crianças e Adolescentes no Ambiente Virtual”, promovido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CAO-DCA). Com auditório lotado por representantes das diversas redes de proteção, o evento veio para debater a implementação da Lei n.º 15.211/2025, que estabelece diretrizes rigorosas contra a exploração da vulnerabilidade infanto-juvenil por grandes empresas de tecnologia.

A nova legislação, que entrou em vigor em 17 de março, busca garantir que a proteção integral prevista no mundo físico seja efetivada no ambiente digital, coibindo práticas de monetização predatória e assegurando mecanismos de segurança configurados “de fábrica” pelas plataformas. A abertura do evento reuniu representantes do Ministério Público e do Governo Federal para alinhar estratégias de fiscalização e educação digital. A realização do seminário contou com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc) e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), do MPMG, além da Secretaria de Comunicação do Governo Federal.

Crédito: Eric Bezerra/MPMG)

Pronunciamentos

No painel de abertura, a coordenadora do Caoeduc, Giselle Ribeiro de Oliveira alertou para a necessidade de trabalho conjunto para que o novo estatuto altere de fato a realidade das famílias brasileiras. “A efetividade dessa lei depende muito da ação concreta das instituições. Não estou falando só do poder público, do Ministério Público, do Judiciário. Tenho que falar aqui dessa instituição, que muitas vezes é a primeira que acontece na vida das crianças e dos adolescentes, que é a escola”, afirmou.

Por sua vez, o coordenador pedagógico do Ceaf, Leonardo Barreto Moreira Alves, comparou a nova legislação à sua coirmã mais antiga, o Estatuto da Criança e do Adolescente. O promotor de Justiça ressaltou que o papel do Ministério Público deve ser preventivo e indutor de mudanças de conduta em agentes públicos e privados. “A nova lei, o ECA Digital, não apenas atualiza o marco normativo, como também impõe novas responsabilidades, em especial às empresas que operam no ambiente digital. Mais do que isso, ela exige de nós uma compreensão aprofundada dos riscos, das dinâmicas tecnológicas e dos instrumentos disponíveis para uma atuação eficaz”, destacou.

O diretor do Departamento de Direitos na Rede e Educação Midiática da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, David Almansa, reforçou a necessidade de coragem e vontade política para garantir que os direitos constitucionais tenham validade plena no ambiente digital. “Nós lutamos para construir uma sociedade que pudesse reduzir as desigualdades, que combatesse a violência, que preservasse e amplificasse os direitos das mulheres, que combatesse toda a forma de opressão. O desafio de enfrentar as empresas mais poderosas da história da humanidade, as mais ricas e que por vezes, infelizmente, colocam seu lucro acima dos direitos da população, não é uma tarefa fácil”, declarou.

Encerrando os pronunciamentos, a coordenadora do CAO-DCA, Graciele de Rezende Almeida, cobrou das instituições o compromisso em tornar o espaço digital um ambiente seguro. Ela lembrou que há aspectos econômicos, raciais, territoriais e de gênero que atravessam os direitos das crianças e que precisam ser enfrentados para que todas as infâncias desfrutem dos benefícios da tecnologia sem riscos. “O Estatuto vem aí ouvindo vozes que se levantaram, porque sim, já durante muito tempo essa exploração ocorreu de uma forma sem controle. O Estatuto vem, uma legislação moderna, oferecer ferramentas concretas para que as empresas entendam que a proteção de nossas crianças e adolescentes não é menor do que o lucro”, pontuou.

Crise da Infância

Após a abertura oficial do seminário, o pediatra Daniel Becker apresentou palestra magna com diagnóstico alarmante sobre a saúde física e mental das novas gerações, associando o uso excessivo de dispositivos digitais ao aumento de transtornos como ansiedade, depressão e automutilação. Becker alertou para a queda nos indicadores de aprendizado e criatividade, observando que o confinamento digital substituiu a infância baseada no brincar e na exploração do mundo real. “Quando a gente vê crianças de dez anos dizendo que não querem mais viver, a gente tem que parar tudo e tocar o alarme, porque tem alguma coisa muito errada acontecendo”, advertiu o médico.

O palestrante expandiu o debate ao contextualizar que a crise da infância não decorre apenas das telas, mas de um cenário global de incertezas que gera desespero nos jovens. Becker mencionou que os adolescentes hoje enfrentam a ameaça da inteligência artificial no mercado de trabalho e, principalmente, a crise climática, que compromete a perspectiva de futuro e a decisão de constituir família. “Os adolescentes olham para o futuro e veem uma ameaça muito grave, que é a crise climática, que está fazendo com que muitos jovens de 20 e poucos anos digam que não querem ter filhos, porque esses filhos vão sofrer”, explicou.

Como caminho para a superação desse cenário, Becker defendeu a implementação de políticas públicas robustas e o resgate do convívio familiar e comunitário. Ele destacou que a proteção das crianças exige o enfrentamento de desigualdades estruturais, garantindo acesso a saneamento, saúde básica e espaços de lazer seguros. “Política pública bem feita funciona. A gente diminuiu drasticamente o desmatamento, a gente tirou milhões de pessoas da fome e estamos revertendo a queda da cobertura vacinal. E nós temos aqui uma política pública sendo discutida [o ECA Digital] que vai ser muito importante na proteção das crianças”, concluiu o pediatra.

Transmissão

A programação do seminário seguiu ao longo da tarde com painéis técnicos sobre o guia de uso de dispositivos digitais, a proteção de dados pessoais sob a ótica do Ministério Público e a implementação da educação midiática obrigatória nas escolas. Assista abaixo a programação completa transmitida pela TV MP:

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Concremat abre vaga para Técnico de Segurança do Trabalho em Itabira

Imagem de DC Studio no Freepik

A empresa Concremat Engenharia e Tecnologia está com vaga aberta para Técnico(a) de Segurança do Trabalho Especialista em Itabira, na região Central de Minas Gerais. A oportunidade também é extensiva para pessoas com deficiência (PcD).

De acordo com a empresa, o profissional atuará diretamente em contratos ligados à Vale, com foco em auditorias de segurança e saúde do trabalho, garantindo conformidade com normas legais e requisitos corporativos.

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Entre as principais atividades estão a realização de auditorias de campo e documentais, análise de evidências, elaboração de relatórios e acompanhamento de ações corretivas. O profissional também irá apoiar tecnicamente empresas contratadas, promovendo melhorias contínuas nos processos de segurança.

Requisitos da vaga

Para concorrer à oportunidade, é necessário:

  • Formação técnica na área;
  • Experiência prévia em contratos da Vale;
  • Vivência com gerenciadoras de contratos;
  • Conhecimento em sistemas de gestão de segurança (SSMA);
  • CNH categoria B;
  • Residir em Itabira (MG).

Conhecimento em Power BI é considerado um diferencial.

Benefícios e atuação

A vaga oferece benefícios como refeitório e vale-transporte. O profissional atuará também com sistemas como IRIS e SAP, além de participar de inspeções e análises de desempenho em campo.

A Concremat destaca ainda que o cargo exige boa comunicação e capacidade de relacionamento com diferentes públicos, incluindo lideranças e equipes operacionais.

Como se candidatar

Os interessados podem se inscrever diretamente pelo link oficial da vaga:
👉 Candidate-se aqui

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Vencimento da terceira parcela do IPVA 2026 começa nesta semana em Minas Gerais

Começa na quinta-feira (9/4) a escala de vencimentos da terceira parcela do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026, em Minas Gerais. De acordo com o final da placa, os pagamentos devem ser feitos até o dia 15 de abril.

O IPVA pode ser pago via cartão de crédito, Pix (QR Code), Documento de Arrecadação Estadual (DAE), internet banking ou diretamente nos terminais de autoatendimento ou guichês dos agentes autorizados (Bradesco, SICOOB, Mercantil, CAIXA, Casas Lotéricas, Banco do Brasil, Mais BB, Itaú e Santander), bastando informar o número do Renavam do veículo.

SEF-MG / Divulgação
Quem optar pelo cartão de crédito, Pix (QR Code) ou emitir o DAE, deve acessar o site oficial da Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG): fazenda.mg.gov.br. O pagamento também pode ser feito pelo MG App, aplicativo do Governo de Minas.

No caso de pagamento por Pix, o beneficiado da operação sempre será Estado de Minas Gerais, CNPJ 18.715.615/0001-60, e bancos emissores Itaú e Santander.

Arrecadação

De acordo com a SEF-MG, a expectativa de arrecadação do IPVA 2026 é de cerca de R$ 12 bilhões para uma frota tributável de mais de 8,5 milhões de veículos.

As duas parcelas anteriores do IPVA venceram nos meses de fevereiro e março. Quem deixou de pagar pode regularizar a situação de forma simples e on-line, pelos mesmos canais utilizados para o pagamento da terceira parcela. A multa e os juros são aplicados automaticamente.

O quanto antes o imposto for quitado, menos juros serão cobrados pelo atraso. Além disso, a partir do 30º dia de atraso, é cobrada multa de 20% sobre o valor da parcela.

Os motoristas devem ficar atentos, também, à Taxa de Renovação do Licenciamento Anual de Veículo (TRLAV), no valor de R$ 35,62, cujo vencimento ocorreu em 31/3.

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Famílias afetadas por enchentes em MG precisam validar cadastro

Famílias atingidas pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, já podem avançar no processo para receber o Auxílio Reconstrução, no valor de R$ 7,3 mil por família. A liberação do pagamento depende da validação das informações cadastrais no Portal do Cidadão.

A etapa deve ser realizada pelo responsável familiar indicado no cadastro feito pelas prefeituras. A confirmação dos dados é obrigatória e permite a continuidade do processo até o pagamento do benefício.

No portal, o cidadão pode conferir as informações enviadas, confirmar os dados e acompanhar o status do cadastro, verificando se foi aprovado ou se há pendências. A expectativa é que os primeiros pagamentos sejam realizados nos próximos dias, após o processamento das informações pela Caixa Econômica Federal.

Como confirmar os dados

Para concluir a validação, o responsável deve:

  • Acessar o Portal do Cidadão 
  • Fazer login com a conta Gov.br
  • Conferir os dados da família
  • Confirmar as informações no sistema

Após a confirmação, o pedido segue para análise e liberação do pagamento pela Caixa.

Atendimento e suporte

Em caso de dificuldades de acesso, como problemas com senha ou conta Gov.br, o cidadão pode utilizar o chat de atendimento disponível no Portal Gov.br, na opção “Auxílio Reconstrução MG”.

Se houver erros ou pendências no cadastro, é necessário procurar atendimento presencial no município. Em Juiz de Fora, o serviço é feito nas unidades do DIGA. Já em Ubá, o atendimento ocorre na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

Sobre o auxílio

O Auxílio Reconstrução é um benefício emergencial pago em parcela única para famílias que sofreram perdas materiais devido às chuvas. O valor pode ser usado livremente, inclusive para compra de móveis, eletrodomésticos ou materiais de construção.

O processo para liberação envolve três etapas: cadastro pelas prefeituras, análise das informações e validação pelo cidadão. O pagamento é feito pela Caixa em conta poupança social digital aberta automaticamente em nome do beneficiário.

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Empresa abre diversas vagas de emprego em Rio Piracicaba

Divulgação: Salum Construções

A empresa Salum Construções está com diversas vagas de emprego abertas para atuação em Rio Piracicaba, na região Central de Minas Gerais.

As oportunidades são voltadas principalmente para funções operacionais e de apoio em obras, refletindo o perfil da empresa, que atua há décadas no setor de construção pesada, com projetos de infraestrutura e mineração em todo o país .

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Vagas disponíveis

De acordo com a divulgação, estão abertas as seguintes oportunidades:

  • Lubrificador
  • Vigia Noturno
  • Vigia Diurno
  • Servente de Obras
  • Operador de Rolo
  • Operador de Escavadeira
  • Operador de Trator Agrícola

As vagas são destinadas a profissionais com diferentes níveis de experiência, principalmente na área de construção civil e operação de máquinas.

Como se candidatar

Os interessados devem entrar em contato diretamente com os responsáveis pelo recrutamento:

  • Alexandre: (31) 99709-4782
  • Nayara: (31) 99915-9525

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BR381: Obras ampliam segurança e impulsionam modernização da rodovia

Obras na BR-381 ampliam segurança e impulsionam modernização da rodovia

Até o dia 11 de abril, a Nova 381 reforça as iniciativas de recuperação da BR-381, priorizando a segurança dos motoristas e a melhoria das condições de tráfego. Em Timóteo, no km 260,55, haverá intervenção da pista para a realização de obras de erosão e o desvio do trânsito será feito pelo acostamento.

Em Antônio Dias, entre os km 288,01 e 289, em Bom Jesus do Amparo, entre os km 397,6 e 398, serão realizados retaludamento e drenagem para ajustar o barranco (talude), para evitar deslizamentos e garantir segurança da rodovia.

Divulgação/Nova 381

Seguindo o cronograma, a operação tapa-buraco será realizada entre os km 147 e 422, como parte de um conjunto de intervenções programadas no trecho entre Caeté e Governador Valadares.

Em Caeté, entre os km 412 e 422, será feita a substituição do pavimento rígido, com demolição e recomposição de placas de concreto. A medida contribui diretamente para aumentar a estabilidade da pista e reduzir riscos aos usuários.

Outro destaque é o refilamento da pista entre os km 386 e 422, no trecho entre Caeté e Bom Jesus do Amparo. A técnica melhora o escoamento da água da chuva, evitando acúmulo na pista e reduzindo o risco de aquaplanagem.

As obras ocorrerão das 7h às 19h, podendo variar conforme o trecho. Todos os pontos em intervenção estarão devidamente sinalizados, com equipes orientando o tráfego para garantir a segurança dos motoristas e dos trabalhadores. A concessionária reforça a importância de que os condutores redobrem a atenção, respeitem os limites de velocidade e sigam as orientações no local.

Além dessas ações, a Nova 381 mantém um cronograma contínuo de conservação em toda a rodovia, incluindo poda de árvores, limpeza de pista e acostamento, remoção de resíduos e reforço da sinalização horizontal e vertical. Essas iniciativas contribuem para um ambiente rodoviário mais seguro e eficiente. As intervenções integram o compromisso da concessionária com a melhoria contínua da infraestrutura e com a preservação da vida de todos que utilizam a BR-381.

Sobre a Nova 381

A Concessionária de Rodovia Nova 381 administra 303,4 quilômetros da BR 381/MG. O trecho, que passa por 21 cidades, inicia no km 450+540, em Belo Horizonte, no entroncamento com a BR-262/MG, até o entroncamento com a BR-116/MG, no km 150, em Governador Valadares.

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Preço médio do self-service por quilo chega a R$ 86,86 em São Paulo

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (6) pelo Procon-SP mostra forte variação de preços em restaurantes do tipo self-service considerando as diferentes regiões da capital paulista.

No sistema cobrado por quilo, o preço médio ficou em R$ 86,86 em fevereiro de 2026. Os valores oscilam entre R$ 79,49 e R$ 94,36, respectivamente, nas zonas norte e oeste, com diferença de 18,7%.

Na modalidade de preço fixo, o valor médio ficou em R$ 58,91. Na região norte, a média é de R$ 36,74, enquanto na sul chega a R$ 71,39 (variação de 94,3%).

Com preço médio de R$ 38,65, o prato feito do dia teve variação entre R$ 32,47, na zona norte, e R$ 44,85, na zona oeste, com diferença de 38,13%.

Já o prato executivo de frango variou entre R$ 35,11 e R$ 51,31 (46,14%), com valor médio de R$ 42,98.

O levantamento analisou 350 estabelecimentos distribuídos pelas cinco regiões do município, com dados coletados em fevereiro.

A pesquisa também indica que a maioria dos estabelecimentos oferece mais de um tipo de refeição, o que amplia as opções para o consumidor.

O Procon-SP recomenda, no entanto, que é preciso ter atenção na comparação de preços e na escolha conforme o custo-benefício.

Comparativos

O Procon-SP explica que, no caso de self-service por quilo, foi possível fazer comparações de preços entre aqueles estabelecimentos do município de São Paulo comuns a todos os levantamentos feitos desde 2020.

Dessa forma, a amostra foi constituída por 51 estabelecimentos. Na série histórica, considerando os mesmos restaurantes ao longo do tempo, o preço médio do self-service por quilo chegou a R$ 91,21 em fevereiro de 2026.

O valor representa um aumento de 2,37% em comparação a outubro de 2025, quando o preço médio era de R$ 89,10. 

Em relação a janeiro de 2020, o preço médio teve variação positiva de 65,93%, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mesmo período (40,23%).

O preço do prato feito também apresentou aumento médio. Considerando estabelecimentos investigados nos três levantamentos (fevereiro de 2025, outubro de 2025 e fevereiro de 2026), é possível fazer a comparação dos preços em 198 estabelecimentos.

Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, o valor médio do prato feito teve variação positiva de 1,54%. No acumulado de 12 meses, o índice foi 5,77% maior, superando o percentual inflacionário do período (4,89%).

*Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

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Bombeiros resgatam cão preso em canaleta no bairro José de Alencar, em João Monlevade

Divulgação: 11º BBM – 1ª CIA – 6º PEL – PA João Monlevade

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais foi acionado na manhã desta segunda-feira (6) para resgatar um cão em situação de risco no bairro José de Alencar, em João Monlevade.

A ocorrência foi registrada por volta das 10h25, na Rua Vicente Domingues de Souza, após moradores relatarem ter ouvido latidos vindos de uma área de vegetação alta, próxima a uma canaleta de escoamento de esgoto.

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Ao chegarem ao local, os militares adentraram a vegetação e localizaram o animal dentro da estrutura, a aproximadamente três metros de profundidade. Durante a tentativa de resgate, o cão, bastante agitado, se deslocou pela canaleta, descendo ainda mais pela estrutura.

Após realizar o cerco e utilizar equipamentos adequados, a equipe conseguiu retirar o animal com segurança. O cachorro não apresentava ferimentos aparentes e foi colocado em local seguro.

No entanto, durante o deslocamento até a viatura para receber água e alimento, o animal conseguiu se soltar e fugiu, juntando-se a outros cães de rua e tomando rumo ignorado.

O atendimento foi finalizado às 13h30.

Divulgação: 11º BBM – 1ª CIA – 6º PEL – PA João Monlevade

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Brasil: PRF encerra Operação Semana Santa 2026

PRF encerra Operação Semana Santa 2026

Mais de 4,7 mil motoristas foram flagrados realizando ultrapassagens proibidas, foco das fiscalizações em todo o país

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, neste  domingo (05), a Operação Semana Santa. O reforço nas fiscalizações e ações de prevenção iniciou-se na última quinta (02) nas cinco regiões do país com o objetivo de garantir a segurança e a mobilidade de quem optou por pegar a estrada para aproveitar o feriado.

Nos últimos anos, estatísticas de sinistros de trânsito e mortes provocados por ultrapassagens proibidas aumentaram nas rodovias federais, motivo pelo qual esse tipo de manobra arriscada esteve no foco das fiscalizações no feriadão. A PRF flagrou ainda 4.744 motoristas realizando ultrapassagens irregulares, entre as condutas estão ultrapassar em faixa contínua amarela e também fazer a manobra pela direita.

PRF/Divulgação

As equipes PRFs observaram ainda muitos motoristas apressados. Durante a operação, os radares portáteis capturaram 31.797 imagens de veículos que estavam acima da velocidade estabelecida para a via, sendo a infração mais cometida no feriado. O cinto de segurança ainda foi deixado de lado por dezenas de condutores. No total, 4.795 autos de infração foram emitidos pela falta do cinto e também dos dispositivos de retenção para o transporte de crianças – a cadeirinha.

Outros 455 motoristas ignoraram os riscos de fazer uso do celular enquanto dirigiam e foram autuados. Já entre os motociclistas, deixar de usar o capacete está entre as infrações mais cometidas; foram 1.179 flagrantes de condutores e passageiros sem o equipamento. Feriadão é período para reforçar ainda as fiscalizações de alcoolemia. Cerca de 65,5 mil  testes com o etilômetro (bafômetro) foram realizados, 1.293 pessoas foram autuadas e 67 acabaram detidas.

De 02 a 05 de abril, a PRF fiscalizou cerca de 79 mil veículos e 101 mil pessoas. As ações de educação para o trânsito alcançaram mais de 22,5 mil pessoas. Por diversas irregularidades, 2.700 veículos foram recolhidos.

SINISTROS – Durante a Operação Semana Santa 2026, a PRF atendeu 808 sinistros nas rodovias federais que cortam o país. Essas ocorrências resultaram em 57 mortes e 814 pessoas feridas.

Santa Catarina ocupa o topo do ranking dos estados com mais registros de sinistros. Nas BRs catarinenses foram atendidos 104 sinistros de trânsito. Minas Gerais vem em seguida, com o registro de 103 acidentes. O estado assume ainda o primeiro lugar no número de mortes, foram 13 neste feriadão. O Paraná é o terceiro estado com mais ocorrências, foram 91 sinistros durante a operação.

As estatísticas da Operação Semana Santa 2026 são preliminares, devido ao prazo para a consolidação das informações nos sistemas da PRF. 

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Governo prepara medidas para amenizar reajuste do querosene de aviação

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse nesta segunda-feira (6), durante entrevista no programa Alô Alô Datena, na Rádio Nacional, que o governo deve anunciar nesta semana quatro medidas para reduzir o impacto da alta de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), visando frear o reajuste das passagens aéreas. 

Entre as ações estão o reparcelamento de tarifas aeroportuárias junto à Força Aérea Brasileira (FAB) e a redução de tributos como o PIS e o Cofins.

Também devem ser anunciadas duas linhas de crédito para o setor: uma para financiar a compra do QAV por meio do Fundo Nacional da Aviação Civil, para que as companhias aéreas possam comprar maior quantidade com custo menor; e outra também para custear a compra do combustível, mas com prazos mais curtos para pagamento e com garantia do próprio governo.

O reajuste de 55% no QAV foi anunciado pela Petrobras no dia 1º de abril. O combustível, derivado do petróleo, é um dos principais custos das companhias aéreas. 

O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º. O reajuste deste mês acontece no momento em que o mundo enfrenta uma escalada no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã.

A região concentra países produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial, o que levou a distorções na cadeia de petróleo e a escalada de preços no mercado global.

A Petrobras tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras. 

A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.

No início de março, o reajuste médio do QAV havia sido de 9%, e em fevereiro, de menos 1%, ou seja, o combustível tinha ficado mais barato. 

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor aéreo, os combustíveis representaram cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas.

Franca não detalhou como funcionarão as medidas, porém reforçou que desde que o governo soube do reajuste vem buscando alternativas para diminuir o impacto da alta para o consumidor. 

O ministro destacou que as passagens compradas com antecedência não sofrerão alterações no preço.

“Todo o governo está sensível ao tema por considerar que isso atinge diretamente o brasileiro que vai viajar. Não só o turista, mas todo brasileiro que têm um negócio para fechar, uma cirurgia para fazer, uma viagem que já estava marcada”, disse. 

“Quando se fala em aumento do preço da passagem, o resultado é menos brasileiros viajando e menor conectividade entre as cidades”, acrescentou.

Segundo o ministro, o Brasil vive um momento em que se registra aumento do número de passageiros na aviação civil comercial, com o ano de 2025 atingindo o recorde de 130 milhões de brasileiros viajando. 

“No início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva eram 98 milhões. Isso significa 30 milhões a mais de passagens vendidas, mais pessoas se conectando, fechando negócios, reencontrando familiares, conhecendo e passeando pelo Brasil, com a economia girando, consumo nas cidades, novas oportunidades e mais empregos em torno da aviação civil”, disse.

De acordo com o ministro Tomé Franca, também há recorde de investimentos na infraestrutura aeroportuária com a requalificação dos aeroportos, tanto com obras por meio da Infraero ou de convênios com estados e municípios, quanto com investimentos privados por meio das concessionárias. 

“Serão investidos mais de R$ 4,6 bilhões neste ano, com obras que estão sendo implementadas no entorno do aeroporto também gerando emprego e renda. Com investimentos nos aeroportos ganha-se mais conforto, eficiência e segurança”, disse.

A recomendação de Franca é a de que aqueles que podem se planejar comprem a passagem com bastante antecedência, porque quanto mais distante do dia da viagem mais barata é a tarifa. 

“Quando o avião vai sendo preenchido, o valor vai aumentando para os últimos assentos. Isso é um mecanismo para que exista uma reserva de assentos para o passageiro que precisa viajar de última hora, com urgência”, explicou.

Questionado sobre os altos valores dos produtos vendidos dentro dos terminais, principalmente alimentos, Franca observou que o custo da operação para os comerciantes dentro dos aeroportos é maior porque se contabiliza regras de segurança, acesso controlado, logística mais complexa, a necessidade de os estabelecimentos funcionarem 24 horas independente do funcionamento do aeroporto.

“Mas nada justifica pagar R$ 23 num cafezinho, o que me parece de fato um pouco abusivo. Estamos acompanhando junto às concessionárias e a Anac para que esses valores não sejam cobrados dessa maneira”, ressaltou. 

“Precisamos encontrar meios de manter a liberdade do mercado, mas sem deixar que o mercado abuse da necessidade do consumidor que está ali aguardando embarque e não tem muitas opções”, disse.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Feminicídio

Franca destacou ainda a campanha Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não, iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos de combate à violência contra as mulheres lançada em dezembro passado, em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR), que atuam em conjunto com a Polícia Federal.

Com vídeos curtos, painéis e mensagens informativas com a divulgação de canais de denúncia visíveis em todos os aeroportos do país, a ideia é chamar a atenção para os canais Disque 100 e Disque 180, para denúncias de violação dos direitos humanos e de violência contra a mulher, facilitar a identificação de situações de ameaças e estimular a procura pelos serviços de segurança e acolhimento.

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