Minerais críticos: No Peru, AMIG Brasil propõe a criação de comitê latino-americano para unificar marcos regulatórios

A proposta, apresentada e aceita durante o WMC 2026, visa criar uma política mineral conjunta entre países da América Latina para agregar valor à cadeia produtiva e garantir legado social aos territórios_

Em meio à corrida global por minerais críticos — insumos essenciais para a transição energética e para novas tecnologias —, a articulação internacional tem se tornado decisiva para países ricos em recursos naturais. Foi nesse contexto que a Associação Brasileira de Municípios Mineradores (AMIG Brasil) participou do 27º Congresso Mundial de Mineração (WMC 2026), em Lima, no Peru, reforçando a importância da presença brasileira nos principais fóruns globais do setor.

Além de acompanhar a programação estratégica do congresso, o presidente da entidade, Marco Antônio Lage, foi convidado para integrar uma mesa-redonda de alto nível com o tema “Rumo a uma Mineração do Futuro: Cadeias de Valor Resilientes, Sustentáveis e Competitivas em Minerais Críticos”. O debate reuniu lideranças internacionais e evidenciou o papel central da América Latina no fornecimento de recursos estratégicos para a economia de baixo carbono.

Durante o evento, a AMIG Brasil apresentou uma proposta estratégica que foi prontamente acolhida pelos participantes: *a criação de um comitê internacional entre países latino-americanos para discutir e revisar os marcos regulatórios do continente*. A iniciativa, apoiada pelo ministro de Energia e Minas do Peru, Waldir Eloy, que a considera inovadora, busca orientar o novo ciclo da mineração, garantindo que a região atue de forma coordenada diante da crescente demanda global por recursos estratégicos.

Organizado pelo Instituto de Ingenieros de Minas del Perú (IIMP), o WMC reúne autoridades, especialistas e representantes da indústria para debater temas como sustentabilidade ambiental, segurança no fornecimento de minerais e atração de investimentos. O evento deste ano consolidou o Peru como um dos protagonistas globais na produção de cobre, zinco e outros recursos fundamentais para a transição energética.

*Agenda internacional e protagonismo dos territórios –* A participação da AMIG Brasil reforça o posicionamento da entidade em ampliar sua inserção nas agendas internacionais, com foco na troca de conhecimento e na incorporação de melhores práticas para a mineração pública no país.

Com 37 anos de atuação, a entidade representa municípios mineradores e afetados pela atividade mineral, defendendo um modelo que equilibre desenvolvimento econômico, justiça social e preservação ambiental. Durante sua participação, Marco Antônio Lage destacou que o momento global exige mais do que expansão produtiva.

“Estamos diante de uma discussão estratégica sobre terras raras e minerais críticos, fundamentais para a transição energética. A AMIG Brasil apoia a indústria mineral e reconhece a importância dos investimentos, mas defende uma mineração mais justa, sustentável e inclusiva — não apenas no discurso, mas na prática”, afirmou.

Lage ressaltou que as inquietações e pautas defendidas pela AMIG no Brasil são compartilhadas por outros países latino-americanos. Ao participar como convidado do governo peruano, ele destacou que problemas relacionados a marco regulatório, fiscalização, questões ambientais e tributárias são gargalos comuns à Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru e Brasil — países com reservas estratégicas de minerais críticos.

*Valor agregado no centro da estratégia –* Um dos principais pontos defendidos pelo presidente da AMIG foi a necessidade de mudança no modelo econômico da mineração na América Latina. Segundo ele, países como o Brasil ainda operam majoritariamente como exportadores de commodities, sem capturar plenamente os benefícios da cadeia produtiva.

“O Brasil, por exemplo, é uma potência geológica, assim como o Peru, mas essa riqueza não se traduz em benefícios sociais proporcionais. Hoje, grande parte do beneficiamento ocorre fora do país — a China é um exemplo claro dessa capacidade. Para 17 dos 34 minerais classificados como críticos pela União Europeia, a China responde por pelo menos 70% da extração ou do refino global. Precisamos mudar essa lógica e agregar valor aos nossos produtos”, destacou.

Nesse contexto, Lage defendeu a construção de uma política mineral mais robusta, capaz de atrair investimentos não apenas para a exploração, mas também para o beneficiamento e a industrialização, promovendo inovação, desenvolvimento tecnológico e geração de conhecimento. “O comitê proposto servirá como base para políticas industriais que ampliem o conhecimento geológico e a agregação de valor nos países de origem”, enfatizou.
*Desafios estruturais e necessidade de reformas –* Durante o debate, o presidente da AMIG também chamou atenção para entraves estruturais que limitam o desenvolvimento do setor no Brasil. Entre eles, um marco regulatório considerado ultrapassado — com código minerário de 1967 —, fragilidade na fiscalização e distorções tributárias.

“Hoje, o Brasil não cobra imposto de exportação sobre minerais, o que estimula a venda de commodities sem valor agregado. Isso ocorre também por causa da Lei Kandir, de 1996, que isentou as empresas exportadoras do pagamento do ICMS”, pontuou. Segundo ele, cerca de 90% da produção nacional de minério de ferro é isenta deste imposto, o que gera impacto de bilhões de reais nos cofres dos estados produtores.

“Somente em 2025, foram exportadas cerca de 431 milhões de toneladas de produtos do setor mineral (alta de 7,1% em relação a 2024), totalizando aproximadamente US$ 46 bilhões (alta de 6,2%). O minério de ferro respondeu por 63,3% das exportações. Trata-se de um volume expressivo com baixa retenção de valor para União, estados e municípios”, alertou.

Além disso, Lage destacou a estrutura de fiscalização insuficiente e concessões minerárias sem prazo definido. “Esses fatores dificultam a construção de uma mineração mais sustentável e eficiente”, explicou.

Outro ponto crítico é o baixo conhecimento geológico do território nacional. “O Brasil conhece oficialmente apenas cerca de 38% do seu subsolo. Muitas vezes, empresas internacionais sabem mais sobre nossas reservas do que o próprio país. Isso precisa ser corrigido com investimento em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou.

*Mineração sustentável e legado para os territórios –* A fala de Lage também enfatizou a necessidade de garantir que a mineração deixe um legado positivo para os territórios. Ele citou os impactos de desastres recentes e questionou o retorno efetivo da atividade para as comunidades locais.

“A nossa história, no Brasil, mostra que ofertamos nossas riquezas, mas não colhemos os benefícios sociais. A pergunta que fica é: o que permanece para os territórios após a mineração?”, pontuou. Como exemplo, mencionou o caso de Itabira (MG), cidade na qual é prefeito, berço da mineração da Vale, que enfrenta o esgotamento de suas reservas e o risco de declínio econômico. “Essa realidade precisa mudar e servir de alerta para toda a América Latina”, disse.

Para o dirigente, a potência geológica continental deve servir ao desenvolvimento econômico e social das cidades mineradas. “Nossa riqueza precisa gerar mais legado para as futuras gerações e para nossas comunidades”, reforçou.

Lage enfatizou ainda que a América Latina concentra reservas estratégicas para a transição energética global. “Precisamos atuar de forma coordenada para garantir que essa riqueza beneficie nossos povos”, afirmou.

Ele também destacou que a atração de investimentos internacionais deve estar alinhada a critérios de sustentabilidade e desenvolvimento local. “Queremos investimentos da China, dos Estados Unidos, da Europa, mas com condições que garantam agregação de valor, inclusão social e proteção ambiental”, disse, defendendo a convergência de políticas públicas na América do Sul.

Por fim, Lage alertou para os riscos de decisões apressadas diante da crescente demanda por minerais críticos. “Vivemos um momento de urgência global, mas essa urgência não pode se tornar uma armadilha que impeça a estruturação de um modelo mais justo e sustentável. Por isso, o comitê cuja criação foi aprovado aqui se torna tão relevante”, concluiu.

Polícia Militar apreende motocicleta adulterada durante operação em Nova Era

Motocicleta adulterada apreendida em Nova Era – Divulgação: 17ª Cia PM Ind – João Monlevade

Uma motocicleta com sinais de adulteração foi apreendida pela Polícia Militar na tarde da última terça-feira (23), durante uma ação no bairro Santa Maria, em Nova Era, na região Central de Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 15h, na Rua Amador Terceiro, após os militares receberem uma denúncia e iniciarem diligências para averiguação.

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Durante a ação, os policiais visualizaram um indivíduo conduzindo uma motocicleta. Ao perceber a aproximação da equipe policial, o suspeito abandonou o local em fuga, dando início a um rastreamento na região.

Pouco tempo depois, a motocicleta foi localizada abandonada.

Durante a fiscalização, os militares constataram que o veículo estava sem placa de identificação, com o chassi raspado e apresentava indícios de adulteração no número do motor, características frequentemente associadas à tentativa de ocultar a origem do veículo.

Após levantamentos realizados pela equipe policial, foi possível identificar a motocicleta original.

O veículo foi apreendido e removido para um pátio credenciado, onde permanecerá à disposição das autoridades competentes.

A Polícia Militar realizou buscas nas imediações na tentativa de localizar o condutor que fugiu durante a abordagem, porém, até o encerramento da ocorrência, o autor não havia sido identificado.

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Comandante da 17ª Cia PM Ind participa de Fórum de Segurança Pública em Bela Vista de Minas

Major Rodrigo participa do 1º Fórum de Segurança Pública de Bela Vista de Minas promovido pelo CONSEP GJM – Divulgação: 17ª Cia PM Ind – João Monlevade / Portal Minas em Dia

Na tarde desta quinta-feira (25) por volta das 14hrs, o Comandante da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente, Major Rodrigo, participou do 1º Fórum de Segurança Pública de Bela Vista de Minas, promovido pelo Conselho Geral de Segurança Pública de João Monlevade (CONSEP GJM).

O evento ocorreu na Igreja Batista da Lagoinha, bairro Santa Cruz e reuniu representantes da comunidade, autoridades e instituições com o objetivo de fortalecer o diálogo sobre segurança pública, promover a integração entre os diversos atores envolvidos e discutir estratégias voltadas à prevenção da criminalidade e ao bem-estar da população.

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A participação da Polícia Militar reforça o compromisso da Corporação com a proximidade junto à comunidade e a construção de soluções conjuntas para uma sociedade cada vez mais segura.

Polícia Militar de Minas Gerais: a força do povo mineiro, presença que protege.

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Últimos dias: Vale encerra inscrições para Programa de Formação Profissional 2026 com salário de até R$ 2,2 mil

Foto: Reprodução – Minas em Dia

Estão abertas as inscrições para o Programa de Formação Profissional (PFP) da Vale 2026, uma das principais iniciativas de qualificação profissional do setor de mineração no país. O programa oferece capacitação na área operacional, prepara o candidato para atuação na indústria brasileira e conta com vagas em unidades de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Realizado no formato presencial em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o programa tem duração aproximada de 18 meses e contempla aulas teóricas e práticas nas áreas de Mina, Usina, Porto e/ou Ferrovia da Vale. Os selecionados recebem remuneração mensal de até R$ 2.225,00 com contrato de trabalho CLT.

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Além de estimular o desenvolvimento das localidades onde a mineradora atua com o fomento ao emprego e renda, o programa tem como objetivo transformar histórias de vida e impulsionar carreiras de quem está iniciando sua trajetória profissional na indústria da mineração.

Cursos e localidades disponíveis

O PFP Vale 2026 oferece vagas distribuídas em diferentes unidades, com requisitos específicos de residência para cada localidade:

SÃO GONÇALO DO RIO ABAIXO (MG)

  • Mecânico de Manutenção de Mina

Aceita candidatos residentes em: São Gonçalo do Rio Abaixo, João Monlevade, Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas e Morro d’Água Quente.

MARIANA (MG)

  • Operador de Equipamento de Mina (exige CNH D ou E, com anexo do documento no ato da inscrição)
  • Soldador
  • Eletromecânica

Aceita candidatos residentes em: Mariana, Ouro Preto, Antônio Pereira, Catas Altas, Morro d’Água Quente, Santa Rita Durão, Barão de Cocais e Santa Bárbara.

ITABIRITO (MG)

Aceita candidatos residentes em: Itabirito e/ou Cachoeira do Campo.

VITÓRIA (ES)

  • Mecânico Industrial
  • Soldador
  • Eletricista Industrial
  • Eletromecânica
  • Oficial de Operação Ferroviária
  • Operação Portuária

Aceita candidatos residentes em: Vitória.

Candidatos de localidades sem oportunidades disponíveis no momento podem se inscrever no banco de novos talentos da Vale para futuras oportunidades através da plataforma JobConvo.

Requisitos obrigatórios

Para se candidatar a qualquer uma das vagas, o interessado deve cumprir todos os seguintes requisitos:

  • Ter idade mínima de 18 anos completos no momento da inscrição;
  • Possuir ensino médio completo no momento da inscrição;
  • Residir na localidade da vaga desejada;
  • Ter disponibilidade de horário conforme necessidade da empresa, podendo ser em turno ou escala;
  • Apresentar esquema vacinal da Febre Amarela atualizado.

Vagas afirmativas para mulheres

O PFP Vale 2026 contempla vagas afirmativas para mulheres, reforçando o compromisso da mineradora com a diversidade e inclusão no setor industrial. A iniciativa busca ampliar a participação feminina em áreas tradicionalmente masculinas da mineração.

Importante: quem já participou não pode se inscrever novamente

O programa foi criado para oferecer oportunidade de aprendizado a quem ainda não viveu essa experiência. Por isso, pessoas que já participaram de edições anteriores do PFP não podem se inscrever novamente. No entanto, ex-participantes podem acompanhar e se candidatar a outras vagas disponíveis na página de carreiras da Vale.

Cronograma do processo seletivo

O processo seletivo segue as seguintes etapas, todas eliminatórias:

  • Inscrições online: até 30/06/2026
  • Provas online: até 30/06/2026
  • Dinâmica com a Consultoria: a partir de julho
  • Painel com o gestor: a partir de julho
  • Avaliação Psicológica: a partir de agosto
  • Exames médicos e entrega de documentos: a partir de agosto
  • Admissão: a partir de setembro

As etapas de Dinâmica com a Consultoria e Painel com o gestor podem ocorrer nos formatos online ou presencial, conforme necessidade e disponibilidade da empresa. Todos os candidatos receberão retorno por e-mail, seja de agradecimento ou convite para seguir na seletiva.

Pacote completo de benefícios

Além da formação teórica e prática, os selecionados terão direito a um robusto pacote de benefícios:

  • Contrato de trabalho CLT;
  • Remuneração mensal de até R$ 2.225,00;
  • Assistência médica, odontológica e farmacêutica;
  • Vale-alimentação;
  • Vale-refeição ou refeitório no local de atuação;
  • Vale-transporte (quando aplicável) ou transporte fornecido no local de atuação;
  • Seguro de vida;
  • Incentivo à atividade física;
  • Acesso ao programa Apoiar — assistência ao empregado que oferece suporte jurídico, financeiro e psicológico;
  • Entre outros benefícios.

Como se inscrever

As inscrições são realizadas exclusivamente online através deste link. Os interessados devem ficar atentos ao prazo final de 30 de junho de 2026 e conferir todos os requisitos antes de se candidatar.

Canal oficial de comunicação: pfpvale@rhopen.com.br

Dúvidas sobre login/conta: Entrar em contato diretamente com o suporte da plataforma JobConvo através do ícone de ajuda no site.

Denúncias: Disponíveis através da Ouvidoria da Vale em https://vale.com/pt/ouvidoria

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Polícia Militar prende homem por tráfico de drogas e apreende cocaína, celulares e veículo em Nova Era

Polícia Militar apreende cocaína, celulares e veículo após prender suspeito de tráfico de drogas em Nova Era – Divulgação: 17ª Cia PM Ind / Portal Minas em Dia

A Polícia Militar prendeu um homem de 31 anos por suspeita de tráfico de drogas durante uma operação realizada na noite da última quarta-feira (24), no bairro Armazém, em Nova Era.

A ocorrência foi registrada por volta das 23h05, na Rua Mantiqueira Dois, durante patrulhamento preventivo realizado em uma região conhecida pelas constantes denúncias relacionadas ao tráfico de entorpecentes.

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De acordo com a Polícia Militar, os militares visualizaram um indivíduo em atitude considerada suspeita e realizaram a abordagem. Durante a busca pessoal, foram encontrados entorpecentes já fracionados e prontos para comercialização, além de materiais comumente utilizados na prática do tráfico de drogas.

Diante das evidências, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou à disposição da Justiça para as providências cabíveis.

Além da prisão, o veículo utilizado pelo autor foi removido para um pátio credenciado.

Durante a ocorrência, a Polícia Militar apreendeu 05 pinos de cocaína; 02 aparelhos celulares; 01 máquina de cartão; 05 cartões de crédito/débito; R$ 28,00 em dinheiro e 01 veículo VW/Voyage.

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Bombeiros de Minas Gerais integram missão humanitária brasileira para atuar após terremotos na Venezuela

Bombeiros de Minas Gerais embarcam em missão humanitária para reforçar ações de busca e salvamento na Venezuela após terremotos / Créditos: Portal Minas em Dia

Em missão coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), responsável pela cooperação humanitária do Governo Federal, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) vai integrar uma força-tarefa brasileira mobilizada para apoiar a Venezuela após os terremotos que atingiram o país.

Ao todo, 13 militares mineiros serão empenhados na missão humanitária, atuando juntamente com bombeiros militares dos estados do Paraná e de São Paulo.

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Equipe especializada em operações de desastre

A equipe brasileira será composta por militares especializados em:

  • Busca e salvamento urbano;
  • Resposta a desastres;
  • Gestão operacional;
  • Atendimento pré-hospitalar;
  • Logística;
  • Apoio humanitário.

Os bombeiros mineiros integram o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD), unidade do CBMMG especializada no atendimento a grandes ocorrências e desastres.


Missão ocorre após terremotos na Venezuela

A mobilização ocorre diante dos danos causados pelos abalos sísmicos registrados na Venezuela, que provocaram colapso de edificações, interrupção de serviços essenciais e necessidade de reforço nas ações de busca e salvamento.

As áreas de La Guaira e Caracas estão entre os pontos de maior atenção para atuação de equipes internacionais.


Bombeiros seguirão preparados para atuar com autonomia

Os militares do CBMMG seguirão preparados para operar com autonomia, levando equipamentos e materiais específicos para atuação em estruturas colapsadas.

Entre as capacidades previstas estão:

  • Busca técnica;
  • Localização de vítimas;
  • Escoramento emergencial;
  • Rompimento e corte de estruturas;
  • Elevação de carga;
  • Extração de vítimas;
  • Atendimento médico inicial;
  • Apoio logístico;
  • Integração com os mecanismos de coordenação internacional.

Experiência em grandes operações humanitárias

A missão reforça a capacidade do Brasil de prestar apoio humanitário em situações de desastre e evidencia a experiência do CBMMG em ocorrências de alta complexidade.

A corporação já possui histórico de atuação em grandes emergências nacionais e internacionais, como em Moçambique, Haiti e Turquia, além de respostas a desastres em Minas Gerais e em outros estados brasileiros.


Os 13 militares de Minas Gerais atuarão de forma conjunta com integrantes dos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná e de São Paulo, compondo a equipe brasileira BRA-01, em formação para atuação internacional em operações USAR (Urban Search and Rescue), sigla em inglês para busca e salvamento urbano.

A equipe deverá se integrar às estruturas de coordenação estabelecidas pelas autoridades venezuelanas e pelos organismos internacionais, respeitando as prioridades definidas pelo país afetado.

A atuação será voltada, principalmente, para locais com edificações colapsadas e possibilidade de vítimas presas em escombros.

O emprego dos bombeiros será realizado de forma coordenada com os órgãos federais brasileiros responsáveis pela cooperação internacional e pela resposta humanitária, conforme os trâmites diplomáticos e operacionais necessários para o envio da equipe.


Devido às características do desastre, os militares seguirão com equipamentos voltados para operações em estruturas colapsadas, incluindo:

  • Ferramentas de corte e rompimento;
  • Equipamentos de iluminação;
  • Materiais para escoramento;
  • Sistemas de elevação de carga;
  • Equipamentos de busca técnica;
  • Equipamentos de comunicação;
  • Materiais para atendimento emergencial;
  • Suporte logístico.

A equipe será preparada para atuar em ambiente de risco, com possibilidade de réplicas, instabilidade estrutural, dificuldade de acesso, interrupção de serviços essenciais e necessidade de operação prolongada.

Por isso, o planejamento prevê autonomia operacional e logística durante todo o período de empenho.


Além das ações de busca e salvamento, os bombeiros poderão contribuir com atividades de:

  • Avaliação de danos;
  • Planejamento operacional;
  • Georreferenciamento;
  • Apoio à coordenação de equipes;
  • Organização de áreas de trabalho;
  • Suporte à população afetada;
  • Integração com equipes locais e internacionais.

A missão reforça o compromisso do Brasil com a cooperação internacional e a assistência humanitária em situações de emergência, colocando a experiência dos bombeiros militares brasileiros à disposição das autoridades venezuelanas e dos organismos internacionais envolvidos na resposta ao desastre.

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Fórum internacional reúne em Piracicaba ciência, mercado e produtores com foco em acelerar a agricultura regenerativa

Especialistas discutem agricultura regenerativa, biodiversidade e inovação durante fórum realizado em Piracicaba (SP) / Imagem: Minas em Dia / Reprodução

No dia 23 de junho, Piracicaba (SP) recebeu a primeira edição brasileira do Fórum de Agricultura Regenerativa – Acelerando a Transição, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à transformação dos sistemas alimentares e produtivos. O evento reuniu ciência, produtores, investidores e lideranças empresariais para encontrar convergências de como escalar soluções que regeneram solos, protegem a biodiversidade e aumentam a resiliência climática sem perder produtividade. A participação especial do Dr. Geoffrey Hawtin, vencedor do World Food Prize 2024, o “Nobel da Agricultura”, reforçou o recado: biodiversidade agrícola é um ativo estratégico para a segurança alimentar e para a competitividade do agro. Outro eixo relevante foi o financiamento, tratado como ponte essencial entre intenção e escala. 

Com apoio do Fundo Vale, o fórum foi promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, com apoio do Café Orfeu e produção do Pecege. A escolha de Piracicaba, reconhecida por sua vocação em ciência agrícola e inovação, contribuiu para aproximar discussões globais de experiências brasileiras e para conectar diferentes elos da cadeia em torno de soluções aplicáveis no campo.  

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Ao longo do dia, a programação evidenciou uma mudança de fase no debate sobre agricultura regenerativa. Em vez de concentrar esforços em justificar a transição, os painéis e diálogos se voltaram para o ritmo e as condições necessárias para fazê-la acontecer com consistência, mensuração e viabilidade econômica.  

O evento reuniu vozes do universo de investimentos e da economia verde, como Ricardo Abramovay, Talia Smith, Elizabeth Adu, além de representantes de organizações e empresas globais, para discutir como reduzir barreiras financeiras e acelerar a transição com instrumentos mais adequados ao risco e ao tempo da agricultura. O painel “Viabilizando a transição: Incentivos e financiamento para a agricultura regenerativa” contou com a participação de Juliana Vilhena, do Fundo Vale, ao lado de Saulo de Souza da Landscape Alliance, Alexandra Tuinstra da Root Capital, Talia Smith da Circular Bioeconomy Alliance e Phyllis R. Caldwell, investidora de impacto.     

“O Fórum de Agricultura Regenerativa, que foi sediado pela primeira vez no Brasil, foi uma grande oportunidade para avançar na estruturação de sistemas produtivos biodiversos e resilientes, fortalecendo a expansão das agroflorestas e das cadeias de valor da sociobiodiversidade. A presença de especialistas globais e nacionais mostra a importância da articulação técnica e estratégica com foco em agricultura regenerativa, conservação da biodiversidade, adaptação às mudanças climáticas e segurança alimentar”, destacou Juliana Vilhena, gerente de Estratégia, Gestão e Impacto do Fundo Vale. 

Biodiversidade como estratégia de resiliência 

A presença de Geoffrey Hawtin deu densidade técnica e urgência ao tema ao reposicionar a biodiversidade agrícola como variável estrutural de resiliência. Com trajetória ligada a centros do CGIAR (Grupo Consultivo para Pesquisa Agrícola Internacional) e à organização internacional Crop Trust, ele trouxe à discussão o papel da diversidade genética das culturas para sustentar produtividade e estabilidade de cadeias sob condições mais severas de clima, pragas e estresse hídrico. 

 A leitura que ganhou força no evento foi que preservar biodiversidade não é apenas uma medida de conservação, mas uma estratégia de gestão de risco e continuidade de negócios, especialmente em sistemas produtivos expostos a extremos climáticos e volatilidade de insumos. 

Soluções sustentáveis exigem suporte alinhado às realidades regionais 

A coordenadora regional do GLF para América Latina e Caribe, Isabel Mesquita, destacou: “Diferentemente da agricultura convencional, que pode degradar os solos e depende de fertilizantes químicos e pesticidas, a agricultura regenerativa oferece uma abordagem mais sustentável, promovendo rotação de culturas, biocontrole e biofertilizantes”.  

A discussão foi reforçada por especialistas como José Roberto Postali Parra, da ESALQ USP, referência em controle biológico, e por atores internacionais ligados ao CABI BioProtection Portal, com foco em desempenho agronômico, qualidade de implementação e condições de adoção. Entre os aprendizados mais citados esteve a importância de assistência técnica e de modelos de difusão que considerem realidade regional, calendário agrícola e previsibilidade de resultados, evitando que soluções promissoras fiquem restritas a projetos-piloto. 

Colaboração “radical” para destravar a escala 

A dimensão de colaboração apareceu não apenas como discurso, mas como método. O fórum promoveu experiências imersivas em Living Labs, sessões de networking e trocas orientadas por casos práticos, culminando na construção coletiva de um Manifesto de Colaboração Radical, pensado para orientar ações e compromissos de aceleração nos próximos anos. A mensagem subjacente foi que agricultura regenerativa não cresce com iniciativas isoladas. Ela precisa de coordenação entre produtores, ciência, empresas, finanças, políticas públicas e organizações comunitárias para destravar adoção em massa, evitar assimetrias de informação e reduzir fricções de implementação. 

O protagonismo brasileiro na agenda regenerativa 

Na avaliação do Imaflora, o evento reforçou o momento de transformação aplicada. Eduardo Trevisan, diretor de ESG e Certificações, afirmou: “Reunir no Brasil algumas das principais referências mundiais nesse tema cria uma oportunidade única de acelerar conexões, compartilhar experiências e transformar conhecimento em ação concreta no campo. O país tem competência técnica, biodiversidade e capacidade de inovação para ser protagonista dessa transformação”.  

Liderança feminina e inclusão na transição 

 Em um ano reconhecido como o Ano Internacional da Mulher Agricultora na FAO ONU, o fórum conectou visibilidade com agenda prática, enfatizando que acesso a capital, assistência técnica, redes de comercialização e espaços de decisão são fatores que determinam a consistência e a permanência das mudanças no campo. 

O debate sobre liderança feminina reuniu investidoras, executivas, produtoras e lideranças de diferentes territórios para discutir como inclusão e governança influenciam a capacidade de transformação dos sistemas alimentares. Participaram nomes como Elizabeth Adu, Phyllis R. Caldwell, Teresa Corção, Nancy Reyna López, Julia Bolton, da IFC, Isabela Pascoal Becker, da Daterra, e Juliana Vilhena, do Fundo Vale. 

Métricas, carbono e rastreabilidade como infraestrutura de credibilidade 

Como pano de fundo, as conversas refletiram a pressão global por transformação dos sistemas alimentares em um cenário de mudanças climáticas e exigências crescentes de mercado. Nesse contexto, o evento reforçou um aprendizado operacional que interessa diretamente ao ecossistema de impacto: a transição exige métricas e monitoramento proporcionais à realidade do campo.  

Monitoramento de carbono, indicadores de solo e biodiversidade e rastreabilidade apareceram como infraestrutura de credibilidade e de acesso a mercados, mas também como possível gargalo se forem caros, complexos ou desconectados da rotina produtiva. A conclusão prática foi que bons sistemas de mensuração precisam ser robustos, mas viáveis, para gerar confiança sem inviabilizar a adoção.

Fonte: Fundo Vale

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Estudo do Fundo Vale traz aprendizados para financiadores e dinamizadoras do ecossistema de impacto

Pesquisa revela como apoio estratégico fortalece negócios de impacto e a bioeconomia no Brasil / Créditos: Fundo Vale

O Fundo Vale está consolidando os resultados de cinco anos de atuação orientada por sua Teoria de Mudança 2030. As análises estão reunindo dados, evidências e histórias que ajudam a traduzir números em transformações concretas na vida das pessoas e nos territórios. Entre os destaques, está o estudo “Estruturação de Negócios de Impacto e a Complexidade de Apoios”, realizado em parceria com a Pipe.Social, por meio da Pipe.Labo, e a Manacá Tecnologias Sociais, e lançado durante o Impacta Mais, em 21 de junho, em São Paulo.

O estudo é fruto das reflexões geradas no acompanhamento do portfólio do Fundo a partir do GIMPACT, modelo próprio de gestão e mensuração de impacto desenvolvido para monitorar a Teoria da Mudança do Fundo Vale. Hoje, o GIMPACT acompanha mais de 880 negócios, que deram origem à amostra de 114 empreendimentos analisados em profundidade neste relatório. O foco foi especificamente o resultado: negócios de impacto socioambiental estruturados, gerando retorno financeiro e com potencial de escala. 

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“Este estudo nos ajuda a compreender melhor como diferentes tipos de apoio contribuem para a maturidade, a sustentabilidade financeira e o potencial de escala dessas soluções. Ao compartilhar esses aprendizados, queremos contribuir para o fortalecimento do ecossistema de impacto e oferecer subsídios para que financiadores, dinamizadores e organizações orientem suas decisões com foco em impacto, escala e sustentabilidade no longo prazo”, explica Márcia Soares, gerente de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale. 

Resultados 

A partir do recorte estipulado, o estudo mostra que o ecossistema de impacto avança com um conjunto significativo de negócios formalizados, faturando e fortalecendo cadeias produtivas, mas ainda enfrenta desafios importantes para consolidar a sustentabilidade financeira. A análise indica que os avanços mais consistentes ocorrem quando diferentes tipos de apoio são combinados — articulando recursos não reembolsáveis, fortalecimento de gestão e governança, planejamento financeiro e conexões com mercados — em vez de ações pontuais focadas apenas em aporte de capital ou capacitações isoladas.

A amostragem de 114 empreendimentos indica que 89% dos negócios registraram faturamento no último ano, sendo 56% acima de R$ 100 mil e 33% até R$ 100 mil. Apesar disso, mais da metade não se considera financeiramente sustentável e 22%  permanece dependente de recursos não reembolsáveis para manter as operações e investir em crescimento. Ao longo de sua trajetória, 68% já acessaram esse tipo de recurso, 42% tomaram empréstimos e 20% receberam aportes em troca de participação societária. Hoje, apenas 46% afirmam que o negócio “se paga”, a dependência de doações, prêmios e subvenções segue elevada e 33% dos empreendimentos estão em busca de investimentos acima de R$ 1 milhão.

Aprendizados para o ecossistema

O estudo reuniu 12 aprendizados importantes para o ecossistema de impacto. Entre eles, a constatação de que maturidade não é sinônimo de faturamento alto nem de “escala” nos moldes tradicionais de startup. A trajetória dos negócios analisados é marcada por ciclos: eles crescem em vendas, melhoram gestão e governança, ajustam o modelo e recomeçam. O crescimento aparece menos como consequência de uma base sólida e mais como aposta para o alcance de equilíbrio econômico , o que reforça a importância de apoios que combinem capital paciente, gestão financeira e governança, em vez de incentivos focados apenas em aumento de escala.

Outro grupo de aprendizados mostra que impacto, território e apoio caminham juntos, mas ainda com lacunas importantes. Em 87% dos casos, problema socioambiental e solução estão bem conectados, com geração de renda local e fortalecimento de cadeias da sociobiodiversidade, porém 69% dos negócios ainda não medem impacto de forma sistemática e enfrentam desafios para comunicar resultados e posicionar sua marca. O estudo indica que os programas geram legado mais consistente quando chegam na fase de estruturação do negócio, com pacotes de apoio que incluem gestão, governança e comunicação. Além disso, quando reconhecem o papel de negócios que já funcionam como hubs locais, ajudam a desenvolver outros empreendimentos em suas cadeias produtivas.

O que funciona na prática: combinações de apoio fazem mais diferença que ações isoladas

O estudo aponta que não é apenas o volume de recursos que determina o avanço dos negócios, mas o desenho do apoio. Nas entrevistas, empreendedores destacam que os resultados mais consistentes surgem quando capital e desenvolvimento de capacidades caminham juntos. A combinação de recursos não reembolsáveis com apoio em gestão, governança, planejamento financeiro e conexões com mercados aparece de forma recorrente como um diferencial para organizar a casa, testar modelos, ganhar tração e se preparar para investimentos maiores. 

Programas que oferecem acompanhamento de médio e longo prazo, com mentoria próxima e espaço para ajustes ao longo do percurso, são percebidos como mais efetivos do que iniciativas pontuais, focadas apenas em capacitações rápidas ou repasses de recursos.  O estudo também indica que apoios que consideram a realidade das cadeias produtivas, marcadas por sazonalidade, custos logísticos e necessidade de investimentos antecipados, tendem a ser mais aderentes quando trazem prazos mais longos, maior flexibilidade no uso dos recursos e alinhamento explícito com o impacto socioambiental no território.

Maturidade dos negócios 

O levantamento mostra que metade dos negócios tem mais de cinco anos de existência e quase um quarto atua há mais de dez anos. Ainda assim, 40% se enxergam em fase de estruturação do negócio, 40% em crescimento e apenas 2% em escala. A análise qualitativa indica que a jornada desses empreendimentos é cíclica: avançam em vendas, retornam para organizar gestão e governança, buscam novos recursos, reorganizam o modelo e voltam a crescer.

As análises também indicam que muitos empreendimentos ainda enfrentam baixa previsibilidade de caixa, sazonalidade de receitas, altos custos logísticos e a necessidade de investimentos antecipados nas cadeias produtivas.

O estudo também evidencia a atuação de negócios que funcionam como hubs locais, apoiando outras organizações e cooperativas em formalização, assistência técnica, logística e acesso a mercados. 

Setores e cadeias da bioeconomia

Em termos setoriais, os negócios se concentram em Agropecuária e Sistemas Alimentares (41%), Florestas e Uso do Solo (41%) e Indústria (30%). Há uma forte presença em cadeias da bioeconomia, como açaí, cacau, castanha-do-pará, palmeiras e produtos florestais não madeireiros, que representam 77% das iniciativas mapeadas. Do ponto de vista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), destacam-se negócios conectados com Produção e Consumo Sustentáveis (ODS 12), Fome Zero e Agricultura Sustentável (ODS 2) e Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9). 

Mensuração de impacto 

Na dimensão do impacto, o estudo mostra forte alinhamento entre problema e solução. Em 87% dos casos, o problema socioambiental é claramente descrito e a solução se relaciona diretamente a esse desafio. O impacto está incorporado ao próprio modelo de negócio, seja na geração de renda local, na conservação de florestas ou na inclusão produtiva de comunidades.

 Por outro lado, 69% dos negócios ainda não medem seu impacto de forma sistemática: 25% não definiram indicadores e 44% até os têm, mas não os utilizam com regularidade; apenas 26% contam com processos formais de acompanhamento, internos ou auditados. Esse quadro dificulta transformar impacto em evidência, argumento de valor e, em muitos casos, ao acesso a capital mais alinhado com os resultados gerados no território.

O desafio de comunicar

Em negócios de impacto, comunicar significa não só vender um produto, mas traduzir o valor socioambiental da solução e educar o mercado sobre sociobiodiversidade, regeneração e inclusão produtiva. Em relação à comunicação, as entrevistas apontam que, apesar da presença ativa em redes sociais, sites e outros canais digitais, muitos empreendedores ainda enfrentam desafios em posicionamento de marca, narrativa de impacto e produção de relatórios para públicos diferentes. 

O GIMPACT

O modelo de Gestão e Mensuração de Impacto do Fundo Vale foi desenvolvido em 2021 para gerenciar e mensurar os resultados e impactos de suas iniciativas até 2030. Com foco em eficiência, transparência e governança, o GIMPACT estabelece bases para demonstrar a contribuição da organização para mudanças de alto nível no curto, médio e longo prazo. Na prática, permite acompanhar quais resultados estão mais ou menos próximos de serem alcançados, conforme definido em sua Teoria de Mudança 2030, que aponta as premissas, estratégias, públicos-alvo, resultados e impactos pretendidos pela organização.

Para este estudo, uma metodologia combinando abordagem quantitativa e qualitativa, foi aplicada.Foram analisadas respostas de 114 negócios que passaram por programas apoiados pelo Fundo Vale entre 2020 e 2025, a partir de um questionário com 53 perguntas abertas e fechadas, aplicado no segundo semestre de 2025. A amostra faz parte de um universo de cerca de 660 empreendimentos convidados, das quais 188 responderam ao questionário; apenas sete declararam ter encerrado suas atividades. Além dos dados quantitativos, foram realizadas 34 entrevistas em profundidade com empreendedores      selecionados para representar diferentes programas, níveis de maturidade, faixas de faturamento, estruturas jurídicas e perfis de impacto. 

O estudo também incorporou entrevistas com quatro organizações parceiras que executam programas de apoio com suporte do Fundo Vale e comparou os resultados atuais com uma base histórica de 95 negócios da Base de Impacto, desenvolvida pela Pipe.Social e Quintessa. A análise estatística considerou margem de erro em torno de 7% e nível de confiança de 90%.

Fonte: Fundo Vale

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Programa ECOSociobio amplia estratégia do Sustenta.Bio para fortalecimento da sociobiodiversidade

Programa ECOSociobio amplia ações para fortalecer a sociobiodiversidade em unidades de conservação brasileiras / Divulgação: Fundo Vale

Um encontro realizado na Japan House São Paulo apresentou ao setor privado o Programa ECOSociobio, estratégia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fortalecer as economias da sociobiodiversidade em unidades de conservação federais.

Inspirado na experiência do Sustenta.Bio, programa desenvolvido pelo Fundo Vale em parceria com o ICMBio desde 2023, o novo programa é marcado pela ampliação territorial de soluções integradas que conectam conservação ambiental, geração de renda e valorização das comunidades tradicionais.

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Evento reuniu autoridades e representantes do setor privado

O evento foi realizado pelo ICMBio e pela Embaixada do Japão no Brasil, com apoio do Fundo Vale, reunindo importantes lideranças nacionais e internacionais.

Participaram do encontro:

  • Mauro Pires, presidente do ICMBio;
  • Tomoaki Ishigaki, ministro e chefe adjunto da Missão da Embaixada do Japão no Brasil;
  • Carlos Roza, presidente da Japan House São Paulo;
  • empresários japoneses;
  • instituições parceiras;
  • representantes de comunidades tradicionais.

Durante a programação, Tatiana Rehder, coordenadora-geral de Articulação de Políticas Públicas e Economias da Sociobiodiversidade do ICMBio, apresentou as diretrizes do ECOSociobio.

Márcia Soares, da Gerência de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale, compartilhou os aprendizados obtidos com o programa Sustenta.Bio.


Sustenta.Bio é referência para o novo programa

Segundo Márcia Soares:

“O Sustenta.Bio é reconhecido como uma experiência positiva de construção de pontes entre saberes tradicionais, soluções de organizações da sociedade civil e o mercado. O programa mostra que cada cadeia da sociobiodiversidade tem seu próprio ritmo e que, para ampliar impacto, é preciso governança articulada, protagonismo comunitário e métricas capazes de evidenciar o que funciona.”


Programa fortalece cadeias da sociobiodiversidade

Atualmente, o Sustenta.Bio apoia 15 unidades protegidas da Amazônia, atuando no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade, entre elas:

  • Pirarucu;
  • Castanha-da-Amazônia;
  • Açaí;
  • Óleos vegetais;
  • Outras cadeias sustentáveis.

Além do incentivo à produção, o programa promove:

  • fortalecimento da governança de organizações, cooperativas e associações;
  • melhorias em infraestrutura;
  • qualificação técnica;
  • abertura de mercados para comercialização da produção.

ECOSociobio terá alcance nacional

Instituído oficialmente pela Portaria ICMBio nº 163, o Programa ECOSociobio nasce com alcance nacional para coordenar iniciativas semelhantes em todo o sistema federal de Unidades de Conservação.

Atualmente, esse sistema reúne:

  • 347 Unidades de Conservação (UCs);
  • 171,8 milhões de hectares protegidos;
  • cerca de 100 mil famílias de povos e comunidades tradicionais.

A iniciativa busca ampliar a integração entre conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e geração de oportunidades econômicas para populações que vivem e atuam nos territórios protegidos.

Fonte: Fundo Vale

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Praça do Areão será interditada neste sábado para evento Vale Música; transporte coletivo terá mudanças em Itabira

Praça do Areão terá trânsito interditado e mudanças no transporte coletivo durante o evento Vale Música / Portal Minas em Dia – PMI

A Prefeitura de Itabira informou que a Praça do Areão será totalmente interditada neste sábado (27), das 7h às 23h59, para a realização do evento Vale Música. A medida também provocará alterações no trânsito e no itinerário de uma linha do transporte coletivo urbano.

A interdição ocorrerá no trecho compreendido entre as ruas Topázio e Vila Técnica, no bairro Areão. Durante o período, motoristas deverão utilizar rotas alternativas para acessar a região.

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Trânsito terá desvio pela Rua Esmeril

Segundo a Prefeitura, o fluxo de veículos da AMG-1210, no sentido Areão, será desviado para a Rua Esmeril, visando garantir a segurança dos participantes do evento e a fluidez do trânsito durante a programação.

A orientação é para que os condutores redobrem a atenção à sinalização temporária instalada no local e programem seus deslocamentos com antecedência para evitar transtornos.

Linha 070 terá itinerário alterado

Os usuários do transporte coletivo também devem ficar atentos. A linha 070 – Campestre / Barreiro terá seu percurso alterado temporariamente enquanto durar a interdição.

O novo itinerário será realizado pelas seguintes vias:

  • Rua Israel Pinheiro;
  • Rua Vereador Ozório Martins;
  • Avenida Madalena Pereira Santos;
  • Rua Tenente Antônio Camilo;
  • Rua Netuno;
  • Rua Urânio;
  • Rua Marte;
  • Rua Stela Matutina.

Após o término do evento e a liberação da via, a linha voltará a operar em seu trajeto habitual.

Prefeitura orienta população

A equipe da Transita recomenda que motoristas e passageiros do transporte coletivo se programem com antecedência, respeitem a sinalização implantada e acompanhem as orientações dos agentes de trânsito durante todo o período da interdição.

No mês em que a Vale completa 84 anos em Itabira, o Vale Música convida a população para dois dias de apresentações gratuitas que reforçam a conexão da música com a cidade.

Neste fim de semana, nos dias 26 e 27 de junho, o público poderá conferir concertos do Coral Jovem Vale Música e da Orquestra Jovem Vale Música, com participação especial da cantora Fernanda Takai.

Prefeitura Municipal de Itabira
Divulgação: Prefeitura Municipal de Itabira

Programação

26 de junho – Coral Jovem Vale Música

A programação começa no dia 26 de junho, às 20h, no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), com o Coral Jovem Vale Música.

Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados antecipadamente pelo Sympla.

A orientação é chegar com antecedência, já que os ingressos serão válidos até 15 minutos antes do início da apresentação. Após esse horário, os lugares poderão ser liberados para o público presente, conforme disponibilidade.


27 de junho – Orquestra Jovem Vale Música e Fernanda Takai

No dia 27 de junho, também às 20h, a Orquestra Jovem Vale Música sobe ao palco em apresentação ao ar livre na Praça do Areão, em concerto especial com regência de Lucas Anízio e participação de Fernanda Takai.

A entrada é gratuita e aberta ao público.


Cultura acessível para a população

As apresentações integram a proposta da Vale de democratizar o acesso à cultura e promover experiências artísticas de qualidade.

Em Itabira, a iniciativa também contribui para a ocupação dos espaços públicos com programação cultural.


Repertório dedicado à Bossa Nova

Fernanda Takai participa do espetáculo ao lado da Orquestra em um repertório dedicado à Bossa Nova, com clássicos de compositores brasileiros que dialogam com a formação sinfônica do grupo.

Para o maestro Lucas Anízio, o concerto traduz o encontro entre formação musical e identidade brasileira.

“Buscamos preservar a delicadeza e a fluidez da Bossa Nova, explorando nuances, dinâmicas e timbres que aproximem o público dessa atmosfera elegante. Ao mesmo tempo, os arranjos valorizam o diálogo entre a tradição popular e a sonoridade sinfônica”, afirma.


Realização

As apresentações têm iniciativa e articulação do Instituto Cultural Vale, com patrocínio da Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e realização da Estação Conhecimento Serra e do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Itabira e da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA).

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