A prisão de uma diarista suspeita de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte mobilizou as forças de segurança de Minas Gerais nesta quinta-feira (2). A mulher foi localizada e presa em Itabira, na Região Central do estado, durante o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O caso ganhou grande repercussão devido à brutalidade do crime e às circunstâncias envolvendo a relação de confiança existente entre a suspeita e as vítimas. Segundo a investigação, ela trabalhava como diarista para o casal havia aproximadamente três meses e conhecia a rotina dos idosos.
Prisão ocorreu em Itabira
Após diligências realizadas pelos investigadores, a suspeita foi encontrada em Itabira e detida. Conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, durante o interrogatório ela confessou participação no duplo homicídio.
A investigação aponta que, após matar as vítimas, a mulher levou diversos objetos de valor do apartamento, incluindo relógios, joias, braceletes de ouro, anéis, colares e aparelhos celulares. Posteriormente, esses itens teriam sido vendidos na região da Praça 7, em Belo Horizonte, por cerca de R$ 3,3 mil.
Crime ocorreu dentro do apartamento
O casal de idosos foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro Barro Preto, região Centro-Sul da capital mineira.
As investigações indicam que câmeras de monitoramento registraram a entrada e a saída da suspeita no edifício no mesmo dia em que os homicídios aconteceram. As imagens reforçaram a linha investigativa adotada pelos policiais durante a apuração do caso.
Dívidas podem ter motivado o crime
De acordo com a Polícia Civil, uma das principais hipóteses é que o crime tenha sido motivado por dificuldades financeiras enfrentadas pela investigada.
Os investigadores informaram que ela acumulava dívidas relacionadas a apostas e enfrentava sérios problemas econômicos. Conforme apurado, familiares chegaram inclusive a quitar aproximadamente R$ 40 mil junto a um agiota na tentativa de ajudá-la, mas a situação financeira continuava delicada.
Objetos roubados ainda são contabilizados
A Polícia Civil informou que o levantamento completo dos bens levados ainda está sendo realizado.
Familiares das vítimas trabalham em conjunto com os investigadores para identificar todos os objetos desaparecidos e estimar o prejuízo causado pelo roubo, já que parte dos itens ainda não foi oficialmente relacionada.
Defesa
Em nota divulgada à imprensa, a defesa da investigada informou que apresentará seus argumentos durante o andamento do processo, respeitando a produção das provas no Poder Judiciário.
Investigações continuam
Embora a prisão represente um importante avanço para o esclarecimento do caso, a Polícia Civil segue realizando diligências para identificar todos os detalhes da dinâmica do crime, recuperar os bens subtraídos e concluir o inquérito policial.
A investigação também busca confirmar se houve eventual participação de outras pessoas na comercialização dos objetos roubados ou em qualquer etapa posterior ao duplo homicídio. Até o momento, não há confirmação oficial de envolvimento de terceiros.
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