Uma falha de telecomunicações no sistema de controle de tráfego aéreo provocou uma série de paralisações, cancelamentos e atrasos em importantes aeroportos do nordeste dos Estados Unidos nesta segunda-feira (21). O problema atingiu uma das regiões de maior movimento aéreo do país e teve reflexos em milhares de voos.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) inicialmente informou que estava interrompendo voos com destino aos aeroportos de Filadélfia, Teterboro e Newark devido a problemas envolvendo algumas frequências utilizadas pelo centro de controle de aproximação da Filadélfia, conhecido como Philadelphia TRACON. Posteriormente, as restrições alcançaram outros aeroportos da região.
Entre os aeroportos afetados estão o John F. Kennedy (JFK), LaGuardia, Newark Liberty, Philadelphia International e Boston Logan, além de outros terminais da região.
O que provocou a paralisação?
As informações divulgadas inicialmente apontavam para uma falha de equipamentos e telecomunicações. Posteriormente, autoridades deram mais detalhes sobre a sequência de problemas.
Segundo o administrador da FAA, Bryan Bedford, houve uma falha no circuito principal do Philadelphia TRACON. O sistema deveria contar com uma conexão de contingência, porém a linha de fibra óptica usada como backup também estava interrompida.
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, informou que uma equipe que realizava obras em Nova Jersey cortou acidentalmente uma linha de fibra óptica, provocando a interrupção das telecomunicações e obrigando a FAA a suspender temporariamente parte das operações aéreas no nordeste do país.
A NJ Transit informou que o rompimento ocorreu por volta das 9h45, no horário local, durante trabalhos entre New Brunswick e North Brunswick. Segundo a empresa, o cabo afetado atendia justamente como backup para um sistema cujo circuito principal havia falhado. As circunstâncias do rompimento estão sendo investigadas.
JFK, LaGuardia e Newark tiveram voos interrompidos
A FAA determinou diferentes períodos de ground stop, procedimento em que aeronaves que deveriam seguir para determinado aeroporto permanecem no solo no ponto de origem até que o tráfego possa ser retomado com segurança.
Um dos avisos oficiais da FAA para o JFK apontava explicitamente “Equipment / Outage” como condição responsável pela paralisação. O documento previa atrasos médios de 49 minutos naquele estágio da ocorrência.
Em Newark, a situação chegou a ser ainda mais severa. Uma atualização oficial da FAA registrou atraso médio projetado de 188 minutos, com possibilidade média de extensão da restrição.
O documento mostrado na imagem que acompanha esta matéria também é consistente com um aviso oficial da FAA para Newark. O Advisory 095 registrou interrupção provocada por falha de equipamento, com atrasos médios projetados naquele momento em 103 minutos e máximo de 250 minutos.
Problema provocou efeito em cadeia
Como Nova York, Newark, Boston e Filadélfia estão conectados a uma extensa malha aérea nacional e internacional, as restrições provocaram consequências muito além dos aeroportos diretamente atingidos.
A Reuters informou que milhares de voos sofreram atrasos ou cancelamentos ao longo do dia nos Estados Unidos, com forte concentração dos problemas no nordeste do país.
No Aeroporto Logan, em Boston, mais de 400 voos haviam sido atrasados e cerca de 70 cancelados até as 18h, segundo dados do FlightAware citados pela imprensa local. O aeroporto também enfrentava impactos relacionados a obras em uma pista e condições meteorológicas.
Operações começaram a ser retomadas
Ao longo da tarde, alguns aeroportos começaram a liberar novamente suas operações. LaGuardia e Filadélfia estavam entre os primeiros a retomar voos, enquanto restrições permaneciam em outros terminais durante parte do dia.
Posteriormente, as linhas de telecomunicações afetadas foram reparadas e as operações começaram a voltar à normalidade. Mesmo com o restabelecimento do sistema, atrasos continuaram devido ao grande acúmulo de aeronaves e passageiros provocado pelas horas de interrupção.
A FAA orientou passageiros com viagens programadas a verificar diretamente com as companhias aéreas a situação de cada voo.
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Fonte:
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