Oficinas mecânicas e clientes são alvos de novo golpe
Criminosos usam dados dos veículos em manutenção para tentar receber pix dos proprietários.
O golpe do Pix, em que os golpistas enrolam as vítimas para convencê-las a fazer uma transferência bancária, tem novos alvos: as oficinas mecânicas e seus clientes. Com dados obtidos a partir das placas dos veículos em manutenção, os criminosos se passam por funcionários das oficinas para solicitar dinheiro dos clientes sob o pretexto de comprar peças de reposição.
O golpe funciona assim: o bandido ou membro da quadrilha entra na oficina e discretamente anota os modelos dos veículos e fotografa suas placas. Algum tempo depois, liga para a própria oficina se passando pelo dono de um dos carros e solicitando uma cópia da ordem de serviço via Whatsapp, pois teria perdido a original. Esse documento contém o nome e o telefone do proprietário. Em seguida, o golpista usa a foto de perfil da oficina no seu próprio número de Whatsapp e entra em contato com o dono do veículo dizendo que será necessário comprar uma peça e que, para isso, o proprietário terá que fazer uma transferência via pix de determinado valor, caso contrário não vai ser possível entregar o veículo a tempo.
O coordenador do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Marcelo Barbosa, que inclusive foi alvo dessa tentativa de golpe (mas não caiu nele), alerta que o consumidor precisa ficar muito atento a qualquer contato em que há pedido de transferência de dinheiro. No caso em questão, Barbosa estranhou vários aspectos: em primeiro lugar o fato de a oficina ter pedido dinheiro antes da entrega do veículo, algo que a empresa nunca fez. Além disso, o número que aparecia no Whatsapp não era o da oficina mecânica, apesar de a foto de perfil ser a mesma. O próprio estilo das mensagens recebidas pareceu bem diferente do habitual.
Esse golpe tem outros formatos, como o suposto gerente do banco, o falso consultor de segurança, o pretenso parente distante, o sequestrador-fake etc. A novidade nesse caso é que o fornecedor também é uma vítima direta, pois os criminosos tiveram acesso às placas e modelos dos carros em manutenção. Esse é um dos motivos pelos quais Marcelo Barbosa não acredita que funcionários de oficinas estejam envolvidos com os golpistas, pois obter as informações sobre os veículos é uma tarefa muito fácil.
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