quinta-feira, abril 16, 2026
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Minas divulga primeiro levantamento de infestação do Aedes aegypti em 2026

Minas divulga primeiro levantamento de infestação do Aedes aegypti em 2026 e reforça prevenção

Levantamento trimestral aponta 422 municípios em alerta, mas 2026 registra menos casos de arboviroses que anos anteriores mesmo no período sazonal.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, estudo que orienta as ações de combate às doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e zika.

O LIRAa considera a presença de larvas do mosquito transmissor das arboviroses e indica um cenário dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio, quando há maior incidência da doença no país.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, explica que, apesar de 2026 ser um ano endêmico para as arboviroses, o monitoramento contínuo é essencial. “Os dados do LIRAa são utilizados para direcionar as ações de vigilância e combate ao mosquito pelas equipes municipais e estaduais”.

Foto: Rafael Mendes/SES-MG

Entre os municípios que realizaram o levantamento, considerando os meses de janeiro, fevereiro e março, 213 apresentaram índice satisfatório (IIP menor ou igual a 0,99%), 422 municípios ficaram em situação de alerta (índice entre 1% e 3,9%) e 184 municípios foram classificados em situação de risco, com índice igual ou superior a 3,9%.

Como funciona o LIRAa

O levantamento é feito por amostragem e realizado quatro vezes ao ano, em ciclos trimestrais. As equipes de saúde vão a casas sorteadas em diferentes regiões das cidades, o que permite identificar onde estão os maiores riscos. Durante as visitas, os agentes procuram água parada e coletam larvas do mosquito. A partir dessas informações, é calculado o índice de infestação, que indica o nível de risco em cada município.

De acordo com o levantamento, os principais criadouros do mosquito estão dentro ou ao redor das casas. Caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos são alguns dos locais mais comuns. A forma mais eficaz de combater o mosquito é eliminar esses pontos, com atitudes como manter a caixa d’água bem fechada, evitar água parada em pratos de plantas, descartar corretamente pneus e lixo e limpar calhas e ralos com frequência. Também é importante não deixar água acumulada em garrafas ou qualquer outro recipiente. “É fundamental manter os cuidados e eliminar qualquer recipiente com água parada. Pequenas ações no dia a dia ajudam a reduzir os casos e evitar mortes”, recomenda Prosdocimi.

Investimentos e ações do Estado

Segundo o Boletim Epidemiológico de Monitoramento das Arboviroses, publicado nesta terça-feira (14/4), o estado registra, até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026, cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. Apesar do aumento nas últimas semanas, esse comportamento é esperado para o período sazonal da doença.

Ainda assim, os dados mostram uma curva mais baixa e em trajetória de queda nas semanas recentes, reforçando um cenário mais favorável em comparação a anos anteriores. “A redução dos casos é resultado dos investimentos de Minas no enfrentamento às arboviroses, com o uso de tecnologia e inovação. Estamos caminhando dentro do período sazonal com um cenário mais favorável”, observa Eduardo Prosdocimi.

O Governo de Minas investe cerca de R$ 210 milhões por ano no enfrentamento às arboviroses. As ações incluem apoio aos municípios, ampliação de exames e uso de tecnologias como drones e armadilhas para monitorar o mosquito. O Estado também utiliza estratégias inovadoras, como o método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos com a bactéria natural, capaz de reduzir a transmissão dos vírus.

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