Motociclista morre após acidente em Barão de Cocais

Um grave acidente registrado na noite desta sexta-feira (11) resultou na morte de um motociclista de 38 anos na rodovia MG-436, em Barão de Cocais.

A colisão ocorreu por volta das 21h, na altura do km 14, nas proximidades do trevo de acesso à Mina de Brucutu.
De acordo com as informações iniciais, o motociclista conduzia uma motocicleta Yamaha FZ25 Fazer, de cor azul, quando colidiu com um Fiat Palio prata. Testemunhas relataram que chovia no momento do acidente, o que pode ter contribuído para a ocorrência.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas e enviaram duas unidades ao local, sendo uma de suporte básico e outra avançada. O motociclista sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo amputação de um braço e uma perna.

A vítima foi socorrida em estado crítico para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barão de Cocais e, devido à gravidade do quadro, transferida com urgência para o Pronto-Socorro de Itabira. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante o transporte.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A dinâmica do acidente ainda será apurada. A perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais esteve no local, enquanto a ocorrência foi registrada pela Polícia Militar Rodoviária.

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Polícia apreende R$ 500 mil escondidos em carro

Polícia apreende R$ 500 mil e prende dois por suspeita de lavagem de dinheiro.

Durante patrulhamento tático rodoviário, equipes policiais realizaram a abordagem de um veículo que trafegava em velocidade incompatível com a via. A ação resultou na apreensão de R$ 500 mil em espécie e na prisão de dois homens por suspeita de ocultação de bens e lavagem de dinheiro.

Segundo informações após a parada do automóvel e verificação dos ocupantes, os militares localizaram o dinheiro escondido entre os pertences dos passageiros. Questionados sobre a origem do valor, os suspeitos não souberam apresentar explicações nem comprovar a procedência lícita da quantia.

Os indivíduos relataram apenas que transportavam o montante até Brasília (DF), onde seria entregue ao suposto chefe da empresa em que trabalham.

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão aos dois ocupantes do veículo, que foram encaminhados à autoridade policial para as providências cabíveis.

Materiais e resultados da ocorrência:

  • 02 autores maiores presos
  • R$ 500 mil em espécie apreendidos
  • 01 veículo removido
  • 02 rádios comunicadores apreendidos

A ocorrência contou com a atuação de equipes do turno GTR, P2 CPE e ROCCA.

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ANP tem 1ª redução do diesel após início da guerra no Oriente Médio

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra a primeira queda no preço médio do diesel comum após o começo da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro. 

De acordo com levantamento semanal feito pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o preço médio cobrado pelos postos ficou em R$ 7,43, redução de R$ 0,02. Na semana anterior, o litro do combustível foi vendido a R$ 7,45.

O litro da gasolina comum foi vendido a R$ 6,77 no mesmo período. Na semana passada, o preço do combustível ficou em R$ 6,78.

O etanol também teve redução de R$ 0,01 e passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, o litro.

Pacote

Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.

Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.

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Reforma tributária expõe desafios em automatização de empresas

Os desafios da reforma tributária começam a expor fragilidades na operação fiscal das empresas. A menos de nove meses do início da entrada em vigor do Imposto sobre Valor Adicionado Dual (IVA dual), grande parte das companhias enfrentam processos lentos e dependência de tarefas manuais.

Levantamento da V360, empresa que ajuda outras companhias a automatizar o pagamento de fornecedores, mostra que 62,2% das empresas levam mais de 20 dias para registrar uma nota fiscal no sistema, enquanto 22,3% ultrapassam 30 dias.

Ao mesmo tempo, 87% das companhias afirmam ter alto nível de automação fiscal, um contraste que evidencia o que especialistas chamam de “falsa automação”, quando processos são digitais, mas ainda exigem intervenção humana.

Apesar do avanço tecnológico, a adaptação ao novo modelo deve pressionar ainda mais estruturas consideradas pouco eficientes. O dado revela gargalos relevantes justamente no momento em que o país se prepara para mudanças profundas no sistema tributário. 

A pesquisa ouviu 355 profissionais de médias e grandes empresas, a maioria com alto volume operacional. Do total de companhias pesquisadas, 63% processam mais de 10 mil notas fiscais por mês.

Automação parcial e atrasos

Na prática, a automação ainda é incompleta. Embora 61% das empresas consigam capturar notas fiscais automaticamente, apenas 49% fazem o registro no sistema sem ação manual.

Isso acontece porque o Enterprise Resource Planning (ERP) depende de integrações e validações adicionais para funcionar plenamente no ambiente tributário brasileiro. Traduzido como Recurso de Planejamento Empresarial em português, o ERP funciona como espécie de cérebro para empresas.

“Muitas empresas acreditam que estão automatizadas, mas ainda dependem de pessoas para validar dados e concluir processos”, afirma o presidente-executivo (CEO) da V360, Izaias Miguel. “O documento entra automaticamente, mas ainda precisa de ajustes e conferências antes de seguir no sistema.”

Riscos operacionais

O estudo também aponta falhas na validação das notas fiscais. Apenas 48% das empresas fazem conferência completa; comparando itens, valores e quantidades com pedidos de compra.

Outras 44% realizam checagens parciais, enquanto 8% ainda operam de forma totalmente manual.

Esse cenário aumenta riscos como pagamentos indevidos, erros fiscais e perda de controle interno, especialmente em empresas com grande volume de fornecedores.

“O tempo entre a emissão e o registro da nota é um termômetro claro de eficiência. Quando leva semanas, há acúmulo de exceções e retrabalho”, diz Miguel.

Pressão com a reforma

A chegada do novo modelo tributário tende a agravar esse cenário. As empresas terão de adaptar sistemas para operar com regras antigas e novas simultaneamente, além de lidar com tributos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos que comporão o IVA Dual.

Na avaliação do CEO da V360, o principal desafio não está apenas em entender a reforma, mas em executá-la dentro de estruturas complexas e pouco integradas.

“O estudo mostra fragilidades importantes nos processos de validação: menos da metade das empresas fazem uma checagem completa das notas fiscais contra pedidos de compra, enquanto o restante opera com validações parciais ou manuais. Esse cenário aumenta o risco de erro”, diz Miguel.

Fase de testes

Em 2026, a reforma tributária está em forma de testes, com as empresas cobrando uma alíquota simbólica de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS que serão deduzidas dos tributos atuais .  A partir de 2027, os cinco tributos sobre o consumo serão gradualmente extintos, enquanto as alíquotas de CBS e de IBS subirão.

Mesmo com alíquotas simbólicas, as obrigações acessórias são imediatas. As empresas deverão destacar a CBS e o IBS nas notas fiscais, preencher novos campos obrigatórios e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços. Em dezembro, a Receita Federal suspendeu as multas por falta da discriminação dos dois novos tributos nas notas fiscais até o quarto mês seguinte à regulamentação da CBS e do IBS .

Segundo Miguel, nesse cenário, a automação deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a ser estratégica. “Empresas mais eficientes tendem a ganhar agilidade para lidar com as mudanças, enquanto aquelas com processos fragmentados podem enfrentar mais custos, erros e dificuldades de adaptação”, diz.

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Como declarar dependentes e pensão alimentícia no IR 2026

Uma das estratégias mais eficazes para reduzir o imposto a pagar ou garantir uma maior restituição é declarar os dependentes. Isso se o contribuinte for o principal responsável pelo sustento da família.

Neste ano, o desconto por dependente é de R$ 2.275,08.

Mas você sabe quem pode entrar nessa lista? 

  • Cônjuge, companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, abrangendo também o companheiro (a) de união homoafetiva;
  • Filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade; ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
  • Filho(a) ou enteado(a), se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade;
  • Filho(a) ou enteado(a) com deficiência, de qualquer idade, e capacitadas para o trabalho, quando a sua remuneração não exceder a soma das deduções da base de cálculo;
  • Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
  • Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;
  • Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) com deficiência, sem arrimo dos pais, do(a), em qualquer idade, e capacitadas para o trabalho, o qual o contribuinte detém a guarda judicial, quando a sua remuneração não exceder a soma das deduções da base de cálculo.
  • Pais, avós e bisavós que, no ano-calendário de 2025, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 28.467,20;
  • Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;
  • Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.

Vale destacar que ao incluir alguém como dependente, você deve declarar, se houver, os rendimentos dele. 

“Importante ressaltar que, ao declarar os dependentes, você deve incluir todos os rendimentos e bens deles na sua declaração”, alerta o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares.

A omissão desses rendimentos é um dos motivos que faz o contribuinte cair na malha fina. Além disso, quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda não pode ser incluído como dependente em outra declaração.

 

Como declarar pensão alimentícia 

Outra situação que gera dúvida é a diferença entre alimentandos, que são pessoas que recebem pensão judicial (pensão alimentícia), e dependentes.

“Uma pessoa geralmente não pode ser declarada como dependente e alimentando pelo mesmo contribuinte. São situações fiscais mutuamente exclusivas. Existe apenas uma exceção para esse caso: é no ano em que a pessoa começa a ser alimentanda. Ou seja, pode iniciar como dependente e terminar como alimentando, ou vice-versa”, explica Linhares.

O contribuinte deve declarar anualmente o pagamento da pensão, que é dedutível. Na declaração, é preciso colocar o CPF do alimentando (aquele que tem direito a pensão).

>> Saiba mais aqui sobre pensão alimentícia no IR 2026

Gastos com saúde e educação

Os gastos com saúde e educação dos dependentes também podem ser deduzidos do Imposto de Renda.

A dedução com saúde não tem limite, enquanto a dedução com educação tem um teto de R$ 3.561,50 por dependente.

>> Confira o Tira-Dúvidas do IR 2026

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Mutirão na Câmara realiza mais de 500 atendimentos e antecipa solução definitiva com chegada da UAI

Mutirão na Câmara realiza mais de 500 atendimentos e antecipa solução definitiva com chegada da UAI

Alta procura por identidades reforça necessidade de atendimento fixo, que será suprido pela UAI

Foto: Acom/CMI

A Câmara Municipal de Itabira realizou um mutirão de atendimentos que beneficiou mais de 500 pessoas, evidenciando a alta demanda reprimida por serviços de emissão de documentos de identidade no município.

A ação contou com a atuação da equipe da Polícia Civil, responsável pela confecção das identidades, garantindo agilidade e eficiência no atendimento. Toda a estrutura foi preparada para receber a população com conforto, incluindo banheiros químicos, distribuição de água e organização do fluxo, permitindo que todos fossem atendidos de forma ágil e humanizada.

Diante da grande procura pelos serviços, o presidente da Câmara destacou que o mutirão cumpriu seu papel emergencial, mas anunciou que não haverá novas edições da ação. Segundo ele, a demanda será atendida de forma permanente com a implantação de um posto da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) no município.

A chegada da UAI representa um avanço significativo para Itabira, uma vez que o equipamento público oferecerá atendimento contínuo e estruturado, solucionando de forma definitiva a carência histórica na emissão de documentos de identidade e outros serviços essenciais.

A iniciativa reforça o compromisso do Legislativo em buscar soluções efetivas para a população, garantindo acesso digno e facilitado aos serviços públicos.

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Jovem de 18 anos é preso por tráfico de drogas no bairro Praia, em Itabira

Divulgação: 26º Batalhão de Polícia Militar de Minas Gerais – Itabira

A Polícia Militar de Minas Gerais prendeu, na noite desta quinta-feira (9), um jovem de 18 anos por envolvimento com tráfico de drogas em Itabira.

A ocorrência foi registrada por volta das 23h13, na Rua João Camilo de Oliveira Torres, no bairro Praia, após denúncias apontarem que um indivíduo estaria comercializando entorpecentes e escondendo o material em uma passarela da região.

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Segundo a PM, ao chegarem ao local, os militares flagraram a atitude suspeita do jovem, que foi abordado. Com ele, foram encontrados dinheiro em espécie e um aparelho celular.

Durante buscas nas proximidades, especialmente na base da passarela onde o suspeito costumava acessar com frequência, os policiais localizaram pinos de cocaína escondidos.

De acordo com o boletim de ocorrência, foram apreendidos 07 pinos de cocaína, R$ 4,00 em dinheiro e 01 aparelho celular iPhone (cor branca)

Diante dos fatos, o autor recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

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Cavalgada terá exposição que resgata tradição do tropeirismo em São Gonçalo

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A Cavalgada de São Gonçalo do Rio Abaixo, que começa nesta sexta-feira, 10, contará com um espaço cultural especial: a exposição “Caminhos: do Tropeirismo à Cavalgada”, que propõe ao público uma imersão na história e nas tradições que moldaram a identidade do município. A mostra destaca o tropeirismo como elemento fundamental na formação econômica, social e cultural de Minas Gerais, conectando esse passado às práticas atuais da cavalgada.

Organizada em cinco seções, a exposição apresenta desde a importância dos tropeiros na abertura de caminhos e no intercâmbio cultural durante o período colonial até a estrutura das comitivas e o cotidiano das viagens. Elementos simbólicos, como o muar e a égua madrinha, introduzem o visitante a valores como liderança, coragem e coletividade, que marcam essa tradição.

Exposição marcará 20 anos da cavalgada na cidade – Foto: Acom/PMSGRA

A narrativa também evidencia a Cavalgada de São Gonçalo, realizada desde 1986, como herdeira direta desse legado, reunindo comunidades em torno da cultura equestre, da música e da celebração popular. Outro destaque é o papel do Parque de Exposições Edirlei Márcio Moreira Lacerda, espaço que consolida o evento e fortalece a vida cultural local.

Inspirada na ideia de travessia presente na obra de João Guimarães Rosa, a exposição convida o público a refletir sobre a permanência e a reinvenção dessas tradições, mostrando que os caminhos do tropeirismo continuam vivos e sendo celebrados pelas novas gerações.

Para o prefeito Raimundo Nonato de Barcelos, o Nozinho, a exposição reforça o compromisso do município com a valorização das raízes culturais. “Resgatar a história do tropeirismo é preservar a identidade do nosso povo. A cavalgada é uma tradição que atravessa gerações e essa exposição vem para fortalecer ainda mais esse sentimento de pertencimento e orgulho”, destacou.

A secretária de Cultura, Cecília Fonseca, também ressaltou a importância da iniciativa como instrumento de educação e memória. “A proposta da exposição é justamente conectar passado e presente, mostrando que essa tradição continua viva. É uma oportunidade para que moradores e visitantes compreendam a riqueza cultural que temos e a importância de mantê-la ativa”, afirmou.

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Chuva forte mobiliza Defesa Civil e provoca ocorrências em vários bairros de Itabira

Divulgação: Prefeitura Municipal de Itabira

A forte chuva acompanhada de vendaval que atingiu Itabira na tarde desta quinta-feira (9), mobilizou equipes da Defesa Civil em diferentes regiões do município. Em um intervalo de cerca de duas horas, foram registrados 30,6 milímetros de chuva, volume significativo que provocou quedas de árvores, destelhamentos e alagamentos em alguns bairros da cidade.

Ao todo, a Defesa Civil realizou 36 atendimentos relacionados aos impactos provocados pelo evento climático. Todas as ocorrências registradas foram devidamente atendidas pelas equipes, que atuaram de forma rápida para garantir a segurança da população.

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A maior parte das ocorrências envolveu queda de árvores, com 17 registros em locais como os bairros Amazonas, Centro, Penha, Hamilton, Conceição e São Pedro, além de trechos da Rodovia 105 e da localidade de Rio do Peixe.

Também foram registrados seis casos de destelhamento de residências, atingindo moradores dos bairros Vila Santa Rosa, São Bento, João XIII, Conceição, São Pedro, São Cristóvão e Areão. Em algumas casas, o vento forte arrancou parte da cobertura, exigindo o apoio das equipes para orientação e avaliação da situação.

Os alagamentos atingiram quatro residências, nos bairros Cônego Guilherminio, Ribeira de Cima e Moinho Velho, enquanto sete imóveis passaram por análise técnica da Defesa Civil para avaliação de possíveis riscos estruturais.

Como forma de apoio imediato às famílias afetadas, foram disponibilizados nove colchões e nove kits dormitório, garantindo suporte emergencial às residências que sofreram danos.

Mesmo diante do volume de atendimentos, o trabalho rápido das equipes ajudou a dar suporte aos moradores e a reduzir maiores transtornos. A Defesa Civil segue monitorando as áreas mais sensíveis do município e reforça a orientação para que a população procure os canais oficiais de atendimento sempre que identificar situações de risco.

De acordo com os institutos de meteorologia, há previsão de novos volumes significativos de chuva para os próximos dias, o que exige atenção redobrada da população. Em caso de situações de risco, como quedas de árvores, deslizamentos, alagamentos ou danos estruturais em imóveis, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelos canais oficiais de atendimento ou buscar ajuda em emergências.

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Vale fortalece agenda de sustentabilidade com novo projeto de mineração circular em Minas Gerais

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Iniciativa em Gongo Soco reaproveita rejeitos de mina paralisada, reduz resíduos e amplia produção de minério de ferro de fontes circulares

A Vale avança em seu programa de mineração circular com a implantação de um projeto de reaproveitamento de rejeito da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG). A iniciativa reforça Minas Gerais como polo da produção de minério de ferro de fontes circulares, com ganhos em segurança, redução de impactos ambientais e geração de valor. Ano passado, a Vale mais do que dobrou sua produção circular, alcançando 26,3 milhões de toneladas, um crescimento de 107% em relação a 2024. Cerca de 80% desse volume foi produzido no Estado.

O projeto de circularidade na mina Gongo Soco, paralisada desde 2016, envolve a implantação de uma usina para processamento de rejeito proveniente da descaracterização da barragem Sul Superior e de duas pilhas da unidade. A planta terá capacidade para produzir cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Descaracterização da Barragem Sul Superior, em Barão de Cocais (MG), deve ser concluída em 2029. A barragem integra o Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante da empresa, que já eliminou 19 das 30 estruturas previstas, alcançando 63% de execução até o momento. (Imagem: Fernando Piancastelli)

Segundo Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da Vale, a usina foi concebida para operar de forma sustentável e integrada às obras de descaracterização da barragem Sul Superior. “Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais acontecerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, destaca a diretora.

A planta será instalada na área da antiga usina de Gongo Soco, concentrando a movimentação dos materiais em área interna da unidade, com escoamento do produto pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). “Além de adotarmos uma tecnologia de beneficiamento mais simples e compacta, com menor ocupação de área, estamos desenvolvendo uma engenharia modular, para termos uma obra mais rápida, econômica e com menor geração de emissões de gás carbônico”, observa Luis Gustavo Silva, engenheiro da Vale responsável pelo projeto.

A construção da usina deve durar cerca de 19 meses, com início da operação previsto para o ano que vem, seguindo as normas de licenciamento ambiental e as exigências regulatórias.

O projeto em Gongo Soco integra o Programa de Mineração Circular da Vale – Waste to Value, que tem como objetivo transformar rejeito e estéril em novos produtos, reduzindo a geração de resíduos, otimizando o uso das reservas minerais e contribuindo para a sustentabilidade das operações.

Minas Gerais já é referência em mineração circular da Vale. Além da produção de minério de ferro de fontes circulares, a exemplo das minas Capanema e Vargem Grande, a empresa também produz coprodutos a partir de rejeitos. É o caso da Areia Sustentável e da Fábrica de Blocos da Mina do Pico.

Até 2030, a companhia projeta que aproximadamente 10% de sua produção anual de minério de ferro seja proveniente de fontes circulares, reforçando seu compromisso com uma indústria cada vez mais responsável.

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