Feminicídio tentado com faca em Itabira

Uma mulher foi socorrida em estado gravíssimo após ser vítima de uma tentativa de feminicídio na madrugada desta quarta-feira (1º), em Itabira. O crime ocorreu por volta das 3h30, na rua Santana, no bairro Penha. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, uma testemunha relatou ter sido acordada pela vítima, que batia no portão pedindo socorro.

Em seguida, o suspeito, um homem de 30 anos, chegou ao local armado com uma faca e desferiu diversos golpes contra a mulher.

Os militares foram acionados e encontraram a vítima caída ao solo, ainda consciente, porém com ferimentos graves. Diante da situação, ela foi socorrida imediatamente e levada ao pronto-socorro municipal, onde deu entrada com múltiplas perfurações pelo corpo e suspeita de lesões nos pulmões, com risco de morte.

Após o atendimento inicial, os policiais realizaram buscas na residência, mas o autor não foi localizado naquele momento. Durante rastreamento na região, o suspeito foi encontrado nas proximidades. Segundo a polícia, ele apresentava comportamento agressivo, resistiu à abordagem com chutes e cabeçadas e precisou ser contido com o uso de algemas.

Ainda conforme a ocorrência, o homem confessou o crime, alegando suspeita de traição, e chegou a ameaçar a vítima, afirmando que “terminaria o serviço” caso ela sobrevivesse. Ele também teria desacatado os policiais e feito ameaças durante a condução.

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais foi acionada e realizou os trabalhos no local. O suspeito foi encaminhado ao pronto-socorro para atendimento médico e, posteriormente, preso em flagrante pelos crimes de tentativa de feminicídio, resistência, desacato e dano ao patrimônio. Em seguida, ele foi levado à delegacia para as providências legais.

O caso segue sob investigação.

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ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está com inscrições abertas ou com início esta semana para participação em editais e seleção de bolsistas em iniciativas com foco na inovação, transformação digital e fortalecimento da competitividade do setor produtivo. No total, as bolsas e editais somam mais de R$ 6,8 milhões.

“As iniciativas contemplam diferentes áreas estratégicas, como a digitalização de pequenos negócios, o uso de inteligência artificial na indústria, soluções em saúde digital e o incentivo à pesquisa aplicada, com prazos em andamento para participação”, destaca a agência, cujo objetivo é promover a execução de políticas de desenvolvimento industrial, que contribuam para a geração de empregos no Brasil.

O edital do programa E-commerce.BR é o que reúne o maior volume de recursos, R$ 3,94 milhões. A publicação está prevista para quinta-feira (2 de abril) e é voltada para a seleção de soluções inovadoras voltadas “à inserção e à expansão de micro, pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais no comércio eletrônico”.

A seleção, realizada em parceria entre a ABDI e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), vai priorizar soluções das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As inscrições poderão ser feitas na página do programa.

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A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a redução de desigualdades regionais. O edital parte da constatação de que houve uma queda da participação dessas regiões nas vendas on-line, de 11,28% para 8,65%, de 2023 para 2024. Os dados são do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional.

Na área de inteligência artificial estão abertas, até o dia 5 de maio, as inscrições para o Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial para o Setor Produtivo. O concurso vai distribuir R$ 1,5 milhão aos 30 melhores projetos que apresentem soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) para solucionar desafios reais da indústria.

Destinado a empresas de base tecnológica e startups, o edital do desafio selecionará projetos que resolvam problemas específicos relacionados ao núcleo do negócio produtivo em unidades das indústrias extrativa, de transformação, de máquinas e equipamentos, de eletricidade e gás e da construção civil.

“Além das soluções premiadas, a iniciativa resultará na criação de um Hub de Inovação em IA e de um Portfólio Nacional de Soluções em Inteligência Artificial para a Indústria, plataforma on-line que reunirá tecnologias, resultados e potenciais de replicação”, diz a ABDI. Mais informações podem ser obtidas na página do Desafio Brasileiro de IA.

Já na área da saúde, o Concurso de Inovação em Saúde Digital prevê R$ 1,27 milhão para a seleção e implantação de soluções voltadas a desafios reais da rede pública no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh), que atuará como ambiente de experimentação, validação e difusão das tecnologias, com foco no monitoramento da jornada do paciente no centro cirúrgico ou a implementação de um sistema inteligente de gestão de estoques hospitalares.

O edital será publicado na quarta-feira (1ª), quando também começam as inscrições. O prazo vai até o dia 15 de maio, via Plataforma Prosas. O concurso, que integra a estratégia de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), busca propostas capazes de impulsionar a transformação digital, qualificar a assistência e aumentar a eficiência dos serviços.

A iniciativa é resultado de um convênio entre a ABDI, o HUB-UnB/Ebserh e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pela gestão dos recursos.

Bolsas

Os interessados em concorrer à Bolsa ABDI de Pesquisa em Economia Industrial podem se inscrever até o dia 30 de abril. No total, serão destinados R$ 174 mil para premiar projetos de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado voltados aos desafios contemporâneos da política industrial, da transformação produtiva e da competitividade no país.

Nesta primeira edição, será contemplado apenas um projeto por categoria, e todos deverão abordar o tema “O papel da política industrial na transformação estrutural da economia”. As inscrições devem ser feitas pelo endereço https://www.abdi.com.br/abdibolsapesquisa/.

“A iniciativa busca aproximar a produção acadêmica das demandas reais da indústria, incentivando pesquisas com aplicação prática em áreas estratégicas como indústria 4.0, digitalização, inteligência artificial e transição energética, além de fortalecer o diálogo entre governo, setor produtivo e comunidade científica”, informou a agência de desenvolvimento.

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Projeto para crianças e adolescentes amplia acesso ao esporte em São Gonçalo

A São Gonçalo do Rio Abaixo tem reforçado os investimentos em qualidade de vida e inclusão social por meio do esporte. Uma das principais iniciativas recentes é o projeto Sementinhas do Esporte, lançado no fim de 2025 com o objetivo de ampliar o acesso de crianças e adolescentes à prática esportiva no município.

Conforme a adminitração, voltado para o público de 6 a 14 anos, o projeto oferece aulas gratuitas de futsal, aliando atividade física à formação de valores como disciplina, respeito, convivência e trabalho em equipe. As atividades são realizadas de forma descentralizada, nas quadras dos bairros Matias, Santa Catarina e Una, facilitando o acesso dos participantes em diferentes regiões da cidade.

A execução é do Instituto Mais Ação, com patrocínio da Vale, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal. Os alunos inscritos recebem uniforme completo, com camisa, bermuda e meião, o que contribui para a organização das atividades e incentiva a permanência no projeto. Além das aulas regulares, o Sementinhas do Esporte promove amistosos e festivais esportivos, criando oportunidades de integração entre os participantes e estimulando a vivência da competição de forma saudável.

Ainda segundo a gestão municipal, os núcleos seguem com vagas abertas. O lançamento mais recente ocorreu no bairro Santa Catarina, no último dia 19 de março, marcando mais uma etapa na expansão das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do esporte no município.

Importância

O prefeito Raimundo Nonato de Barcelos, o Nozinho (PDT), destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, investir no esporte é uma forma de investir no futuro, ao promover saúde, educação e inclusão social entre crianças e adolescentes.

Já a secretária municipal de Esportes, Joceline Maria Keles, também ressaltou o alcance do projeto. Para ela, a iniciativa vai além da prática esportiva, contribuindo diretamente para a formação cidadã dos jovens e impactando positivamente as famílias.

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Tribunal Pleno se reúne para eleger novos membros efetivos do TRE-MG

Na sessão virtual, os desembargadores usaram, pela 1ª vez, o aplicativo “Votar Pleno”

Desembargadores que integram o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) se reuniram, virtualmente, nesta segunda-feira (30/3), para eleição de novos integrantes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG): vaga de Membro Efetivo – Classe Juiz de Direito e composição de lista tríplice da vaga de Membro Efetivo – Classe Jurista. A sessão virtual foi presidida pelo presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior.

Em escrutínio único, foi eleita a juíza da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, Cláudia Helena Batista, com 81 votos dos desembargadores, para o cargo de Membro Efetivo – Classe Juiz de Direito. Ela substituirá o juiz Antônio Leite de Pádua, cujo biênio no TRE-MG se encerra em agosto deste ano.

No outro pleito, compuseram a lista tríplice os advogados Sarah Campos, Vinícius Diniz Monteiro de Barros e Joyce Janine Figueiredo Ornelas Braz.

A lista será enviada para escolha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O escolhido vai substituir o advogado Vinícius Diniz Monteiro de Barros no cargo de Membro Efetivo – Classe Jurista, cujo biênio também se encerra em agosto de 2026.

Integrante da lista tríplice, caso seja escolhido pelo presidente Lula, o advogado Vinícius Diniz Monteiro de Barros será reconduzido ao cargo.

De forma inédita no TJMG, os desembargadores puderam registrar seus votos por meio do aplicativo “Votar Pleno”, instalado previamente nos celulares dos magistrados.

Eles também puderam optar pela votação tradicional, realizada em desktops, por meio do sistema “Helios Voting”.

Fonte: TJMG
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MP da subvenção de R$ 1,20 no diesel sai esta semana, diz Durigan

O Ministério da Fazenda deve publicar ainda nesta semana a medida provisória que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

“Eu ainda aguardo que eles adiram para que todo mundo participe”, disse o ministro, ao comentar que dois ou três estados ainda resistem à proposta.

Busca por consenso

Apesar da tentativa de unanimidade, Durigan destacou que a medida não depende da adesão total dos governadores para entrar em vigor.

“Eu gostaria que tivesse unanimidade para que a gente fizesse o quanto antes, sem qualquer tipo de ruído ou de questionamento. Mas ainda que busquemos unanimidade, a gente não precisa de unanimidade”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo está próximo de alcançar consenso entre os estados, após negociações conduzidas nos últimos dias.

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Divisão custos

A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados. Cada ente – União e estado – arcaria com R$ 0,60 por litro subsidiado.

A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional.

Medida temporária

O subsídio deve valer entre abril e maio e foi desenhado como resposta aos impactos da alta do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio.

Segundo Durigan, há entendimento entre os governadores de que a ação é pontual. “Os governadores entenderam que é uma medida limitada e temporária”, disse.

Pressão externa

O aumento dos preços dos combustíveis está ligado ao cenário internacional, especialmente aos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do barril de petróleo e pressionaram os custos no Brasil.

Nesse contexto, o governo federal busca alternativas emergenciais para reduzir os impactos sobre consumidores e setores produtivos.

Inadimplência

Durigan também comentou as medidas para reduzir a inadimplência em estudo pelo governo. Ele disse ter recebido um diagnóstico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre onde está a maior parte do endividamento da população e disse que está se reunindo com outros ministérios para definir um pacote de ajuda.

Segundo o ministro, ainda não há data para o lançamento das medidas porque os estudos estão em fase inicial. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Durigan um conjunto de ações para diminuir a inadimplência no país.

De acordo com os números mais recentes do Banco Central (BC), o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% da renda anual em janeiro, próximo do recorde de 49,9% registrado em julho de 2022. O indicador compara a dívida total de um lar com a renda da família em um ano.

A parcela da renda das famílias comprometida com as instituições financeiras subiu de 26,9% em dezembro para 27,1% em janeiro. O indicador mede o quanto da renda mensal as famílias usam para pagar as parcelas.

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São Gonçalo inaugura unidade do IFMG e curso de Química em abril

São Gonçalo do Rio Abaixo dá um passo importante na área da educação e do desenvolvimento econômico com a inauguração da Unidade Tecnológica do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e o início do curso técnico em Química. A aula inaugural e a entrega oficial das instalações estão marcadas para o próximo dia 13 de abril.

Conforme anunciado, a nova unidade foi instalada no prédio da antiga Prefeitura da cidade, que passou por adaptações para abrigar um moderno ambiente voltado à educação, tecnologia e inovação. O espaço, na região central, contará com laboratórios maker, áreas de coworking, incubadora de empresas e infraestrutura direcionada ao desenvolvimento de projetos tecnológicos e ao estímulo ao empreendedorismo.

Conforme a Prefeitura, a iniciativa integra a proposta de “Parque Tecnológico Distribuído” do IFMG, que busca ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica em cidades do interior, promovendo a descentralização do ensino e o fortalecimento das economias regionais.

Além do curso técnico em Química, que já inicia suas atividades, a unidade deverá ofertar, gradualmente, novas formações técnicas, cursos de pós-graduação e capacitações, ampliando as oportunidades de qualificação profissional no município e região, conforme demanda.

O prefeito Raimundo Nonato de Barcelos, o Nozinho (PDT), destacou o impacto da iniciativa para o futuro da cidade. Segundo ele, a parceria com o IFMG representa investimento direto na formação dos jovens, com ensino gratuito e de qualidade, além de fomentar a inovação e atrair novos negócios.

Criado em 2008, o IFMG é hoje uma das principais referências em educação profissional e tecnológica em Minas Gerais, com atuação em diversas cidades e forte presença nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Para a administração pública, a implantação da Unidade Tecnológica reforça o compromisso de São Gonçalo do Rio Abaixo com a educação e a diversificação econômica, consolidando o município como polo emergente de inovação na região.

Pedido de campus deputado

Nesta semana, o secretário de desenvolvimento econômico, Gabriel Quintão, postou vídeo em que entrega ao deputado federal Reginaldo Lopes (PT), o projeto e um pedido para transformar a Unidade Tecnológica em um campus de ensino, com ampla oferta de cursos, assim como o de João Monlevade. O parlamentar garantiu que vai encaminhar a demanda ao ministro da Educação, Camilo Santana. “São Gonçalo já conta com estrutura própria, moderna e adaptada, com infraestrutura adequada para o pleno funcionamento. A próxima etapa é clara: avançar na transformação dessa estrutura em um campus definitivo, ampliando oportunidades, formação técnica, superior e desenvolvimento para a população”, destacou a Prefeitura nas redes sociais.

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Praça de Serviços do Governo de Minas chega ao Vale do Aço com diversos atendimentos à população

Praça de Serviços do Governo de Minas chega ao Vale do Aço com diversos atendimentos à população

Ipatinga recebe estrutura integrada do Estado durante dois dias, com oferta de serviços públicos e escuta direta do cidadão

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou, nesta terça-feira (31/3), em Ipatinga, no Vale do Aço, da Praça de Serviços – Governo Presente, com uma oferta concentrada de serviços e atendimentos ao público.

A programação segue na cidade até quarta-feira (1/4) e integra o projeto itinerante Governo Presente, realizado entre março e julho, que aproxima o Governo de Minas de 19 municípios-polo do estado. Após Uberlândia, Ipatinga é a segunda cidade a receber a estrutura.

Fotos: Cristiano Machado/Imprensa MG

Serviços concentrados em um único espaço

Durante os dois dias de feira, diversos órgãos estaduais oferecem atendimentos gratuitos, orientações e serviços essenciais à população, com a participação de servidores das áreas de segurança pública, saúde, gestão e planejamento, desenvolvimento social e econômico, meio ambiente e serviços essenciais.

O governador de Minas destacou a oportunidade que a Praça de Serviços possibilita para a população, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), e o serviço de castração de animais, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

“Temos serviços como a emissão do novo modelo da carteira de identidade, basta trazer a certidão de nascimento, ou de casamento, e foto 3×4, e temos os serviços de castração e vacinação de cães e gatos”, exemplificou Mateus Simões.

Entre os órgãos participantes, também estão as secretarias de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Planejamento e Gestão (Seplag), Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Desenvolvimento Social (Sedese), Agricultura, Pecuária e abastecimento (Seapa), Cultura e Turismo (Secult), Educação (SEE/MG), Fazenda (SEF/MG), Saúde (SES-MG) e a Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais (OGE/MG).

Além disso, a população pode utilizar serviços oferecidos por Polícia Militar (PMMG), Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), Companhia de Habitação do Estado (Cohab Minas), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), Instituto Estadual de Florestas (IEF), Intituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Companhia de Saneamento (Copasa) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

“Nós temos um rol completo de serviços à disposição das pessoas, como a Secretaria de Educação mostrando os kits de educação que estão sendo entregues nas escolas do estado, a Secretaria da Fazenda explicando as regras da Nota Fiscal Mineira, que distribui prêmios, a Copasa com atendimento e fornecimento de água, a Cemig com troca de lâmpada para LED e regularização de conta cadastral, a feirinha da Emater-MG”, citou o governador de Minas Gerais.

Os atendimentos também incluem refinanciamento de dívidas do imóvel, escrituras, oportunidades de trabalho, vacinação, apoio ao produtor rural, regularização ambiental, negociação de contas, emissão da carteira do artesão, orientação para microempreendedores e a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea).

Descentralização administrativa

A chegada da ação ao município também está ligada à transferência temporária da capital do estado para Ipatinga, decretada nesse domingo (29/3). A medida reconhece o papel estratégico dos municípios-polo no desenvolvimento de Minas Gerais e, com a escuta direta e participação do governador no local, a ação contribui para construção de políticas públicas mais alinhadas às necessidades de cada região.

Ipatinga e o Vale do Aço

Localizada na região do Vale do Aço, Ipatinga é um dos principais polos industriais de Minas Gerais, abrigando o maior complexo siderúrgico de aços planos da América Latina, além de um dos maiores do mundo.

O complexo industrial instalado em Ipatinga atrai empresas e impulsiona o crescimento da cidade e de municípios vizinhos. O município possui o maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita da microrregião, superior a R$ 32 mil por habitante. Além da indústria, os setores de comércio e serviços são desenvolvidos e acompanham o dinamismo econômico local.

A cidade de mais de 260 mil habitantes integra a Bacia do Rio Doce e tem uma forte estrutura educacional, com ampla rede de ensino fundamental e médio, além de instituições de ensino superior.

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Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil

Um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela organização não governamental ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, mostra que a inflação de alimentos no Brasil se configura como um fenômeno estrutural, que encarece mais os produtos frescos em comparação com os ultraprocessados. 

O levantamento foi elaborado pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Segundo ele, a inflação dos alimentos no Brasil não pode ser atribuída exclusivamente a questões sazonais ─ oscilações temporárias que tendem a se corrigir espontaneamente quando a estação muda. O estudo aponta o exemplo de alta no preço do tomate durante a entressafra.

O economista também defende que a inflação dos alimentos não pode ser só explicada por fatores conjunturais, que seriam variações por eventos não recorrentes, que podem durar meses ou poucos anos. Um exemplo é a desvalorização súbita do câmbio.

O estudo classifica a inflação da alimentação como estrutural, composta por pressões permanentes que não se resolvem sozinhas e exigem mudanças no modo como a economia está organizada.

“A inflação é estrutural, pois não decorre apenas de choques temporários, é específica, porque está associada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro”, escreve o pesquisador no estudo.

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Alta acima da inflação

Em quase 20 anos, o custo da alimentação do brasileiro subiu 302,6%, ou seja, multiplicou por quatro, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%. Isso significa que, de junho de 2006 a dezembro de 2025, o encarecimento da comida supera em 62% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial.

Para efeito de comparação, Palmieri Junior mostra que nos Estados Unidos, no mesmo período, o nível de preços dos alimentos ficou cerca de 1,5% acima da inflação geral.

O pesquisador ressalta que no Brasil, quando acontece algum tipo de crise e os preços dos alimentos sobem muito, há resistência de recuo.

“Aumentar é fácil, mas depois, em algum momento, cair um pouco, isso é muito difícil. Vi isso em relação a alguns outros países”, disse em conversa com jornalistas para apresentar o estudo.

Ao detalhar os grupos alimentícios do custo da comida no Brasil, a pesquisa revela que os itens que mais subiram foram: 

  • Tubérculos, raízes e legumes (359,5%), 
  • Carnes (483,5%) e 
  • Frutas (516,2%) 

Saudáveis x ultraprocessados

O levantamento mostra que a perda do poder de compra é mais sentida em alimentos in natura.

“Se uma pessoa destinasse, por exemplo, 5% do salário mínimo para comprar alimentos em 2006, hoje, com essa mesma proporção, ela conseguiria levar mais produtos ultraprocessados e menos alimentos saudáveis”, diz.

Entre 2006 e 2026, o poder de compra para frutas caiu cerca de 31%; e para hortaliças e verduras, 26,6%.

Já para compra de refrigerantes (+23,6%) e embutidos como presunto (+69%) e mortadela (+87,2%), aumentou.

Pelo lado dos ultraprocessados, o economista explica que o barateamento está associado ao fato de ter elementos como os aditivos, “que são industriais, com menos oscilação de preço”. Outro ponto é o fato de serem cultivos de “monotonia”, quando o solo é usado insistentemente para poucos tipos de alimentos, o que reduz a resiliência do cultivo.

“Poucos ingredientes básicos, como trigo, milho, açúcar e óleo vegetal, passam a ser transformados em milhares de produtos distintos por meio da adição de aditivos químicos”, diz.

Para o professor, o menor efeito da inflação nos alimentos ultraprocessados direciona as escolhas, fazendo as pessoas a comprar produtos menos saudáveis.

“Você vai tendo uma mudança nos padrões de consumo a partir disso”.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou os fatores que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas.   

Modelo exportador

Um dos fatores que levam ao aumento persistente dos preços, assinala, é a inserção internacional do Brasil e o modelo agroexportador.

O fato de o país ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo faz com que a prioridade dos produtores seja vender para outros países e receber o valor da produção em dólares, em vez de direcionar para o mercado interno.

Na década de 2000, mostra o estudo, o país exportava 24,2 milhões de toneladas de alimento e importava 14,2 milhões de toneladas. Em 2025, as exportações saltaram para 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.

“Esse indicador mostra a quantidade líquida de alimentos produzidos no país cujo destino é o mercado externo, reforçando o papel do Brasil como grande exportador e aumentando a influência do mercado internacional sobre os preços internos”, afirma.

O direcionamento para exterior faz com que os produtores brasileiros deem prioridade para itens que são mais demandados em outros países, como soja, milho e cana de açúcar.

A área dedicada ao cultivo dessas culturas passou de 41,93 milhões de hectares em 2006 para 79,30 milhões de hectares em 2025. Essa diferença é maior que todo o território da Alemanha (35,7 milhões de hectares).

No mesmo período, a área dedicada ao cultivo de arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana encolheu de 10,22 milhões de hectares para 6,41 milhões de hectares. Para efeito de comparação, o estado da Paraíba se estende por 5,64 milhões de hectares.

Insumos mais caros

Outro elemento apontado como causa do encarecimento recorrente dos alimentos é o custo dos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos, colheitadeiras e outras máquinas.

O estudo comparou preços dos triênios 2006-2008 e 2022-2024 e identificou os seguintes aumentos na moeda real:

  • fertilizantes: 2.423%.
  • herbicidas e reguladores de crescimento: 1.870%
  • colheitadeiras: 1.765%
  • inseticidas: 1.301%
  • ureia (fertilizante nitrogenado): 981%
  • peças e partes de máquinas agrícolas: 667%

Para o pesquisador, isso reflete a ausência de uma estratégia de desenvolvimento, com expansão de commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades e preços internacionais) baseada em insumos e tecnologias controlados por oligopólios de países desenvolvidos.

O autor explica que há um ciclo vicioso que se reflete nos preços internos.

“Isso afetou o preço para todo mundo, inclusive para aquele pequeno produtor de feijão. Ele nem exporta, mas vai pagar o alto custo do preço dos insumos, e esse custo vai ser repassado para o preço do feijão”, exemplifica.

Concentração

Essa dependência é associada a outro fator que, na visão de Palmieri Junior, leva à inflação dos alimentos: a concentração da cadeia produtiva.

No estudo, ele revela que apenas quatro empresas estrangeiras de sementes respondem por 56% do mercado global.

No caso de empresas pesticidas, quatro companhias de fora do país abocanham 61% do mercado.

Nas máquinas agrícolas, 43% do mercado equivalem à participação de quatro empresas estrangeiras.

Na indústria alimentícia, prossegue o estudo, cinco marcas de duas empresas têm participação de 74,2% no mercado de margarina brasileiro.

Situação semelhante acontece no mercado de massa instantânea (73,7%). Cinco marcas de três empresas alcançam 83% do mercado de chocolates/bombom.

Inflação invisível

O economista cita que a inflação dos alimentos é ainda pior do que mostram os números, por causa da “inflação invisível”, que não é possível de ser medida. Ele classifica como esse fenômeno os produtos que mantêm o preço, mas alteram os ingredientes, acrescentando itens mais baratos em detrimento dos mais caros, fazendo com que o produto final perca qualidade.

Um exemplo é o sorvete, que passa a receber menos leite e mais açúcar. O mesmo acontece com o chocolate, que perde cacau em pó e ganha açúcar.

“Se o custo é reduzido piorando a qualidade, e vende com o mesmo preço, é uma inflação que não é computada pelos órgãos de pesquisa. Como você vai captar isso?”, questiona.

Soluções

A publicação aponta alguns caminhos com capacidade de reverter a trajetória inflacionária da comida.

“O preço da comida não é apenas uma variável econômica. Expressa escolhas políticas, distributivas e civilizatórias sobre o modelo de sociedade que se pretende construir”, frisa o autor.

Entres as sugestões estão:

  • desconcentração produtiva e fortalecimento das economias locais
  • reequilíbrio entre exportação e abastecimento interno
  • fortalecimento de estruturas como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Centrais de Abastecimento dos estados (Ceasas)
  • ampliação de acesso à terra
  • crédito à produção condicionado a produção para o mercado interno

Palmieri Junior citou o exemplo de países desenvolvidos, como Estados Unidos e europeus, que realizaram reformas agrárias.

“Significa fazer com que a terra seja mais acessível a um conjunto da população. Isso contribui para uma soberania alimentar”, defende.

Para ele, a reforma agrária é benéfica para interesses do capitalismo.

“Se o alimento é barato, sobra mais dinheiro para o cidadão comprar outras coisas que o capitalismo está produzindo e lucrando muito mais”, avalia.

“Se para a população de um país, boa parte da renda tem que ser destinada para alimento, outros setores produtivos são prejudicados”, completa.

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Câmara de Rio Piracicaba aprova fim do apostilamento

A Câmara Municipal de Rio Piracicaba aprovou, em primeiro turno e por unanimidade, na reunião ordinária desta quarta-feira (25), o Projeto de Lei Complementar nº 2.502/2026, que extingue o apostilamento – mecanismo conhecido como “estabilidade financeira” e previsto no artigo 70 do Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais. A sessão ocorreu no Plenário do Legislativo, apesar de a reforma da Casa estar em andamento.

De autoria do prefeito Augusto Henrique da Silva, o projeto revoga a incorporação permanente de vantagens de funções comissionadas ou gratificadas, argumentando que isso contraria o artigo 37 da Constituição Federal, por vincular remuneração vitalícia a atribuições não essenciais ao cargo efetivo. Uma proposta similar foi enviada pelo ex-prefeito Antônio Cota, falecido em 2020, mas não foi apreciada na época. Desta vez, o presidente da Câmara, vereador Aleksandro José da Silva, incluiu a matéria na pauta.

Debate e intervenções

Durante a discussão, Aleksandro José da Silva defendeu a proposta, citando decisões judiciais favoráveis e o histórico do projeto de 2017. “Eu como servidor público vejo a importância desse projeto até porque tem decisões de tribunais em relação a esse tema”, afirmou.

O ex-vereador e ex-presidente da Casa, Tarcísio Bertoldo, participou via dispositivo de participação popular do regimento interno e apoiou o texto. “Li esse projeto e vi que veio do prefeito Augusto muito bem fundamentado e houve muita transparência. Esse projeto (apostilamento) é inconstitucional e essa inconstitucionalidade é antiga”, declarou.

O vereador Antônio de Pádua Guedes, líder de Governo, questionou Bertoldo sobre a não apreciação do projeto em 2017, quando ele presidia a Câmara. Bertoldo confirmou não ter pautado a matéria, sem detalhar motivos, e destacou o voto favorável do atual presidente. Guedes criticou postagens de Bertoldo nas redes sociais sobre o tema, defendendo a coerência das ações da Casa.

Aprovação e outras votações

O projeto foi aprovado por unanimidade e retorna à pauta em 8 de abril, para segundo turno e redação final, antes de seguir para sanção do Executivo.

Seis projetos foram aprovados em turno único e redação final:

  • PL nº 2.533/2026, das vereadoras Deborah de Araújo Rocha e Souza e Luna Gabrielle Gomes Motta, denominando vias no bairro Jardim das Rosas.

  • PL nº 2.535/2026, do vereador Antônio de Pádua Guedes, declarando de utilidade pública a Associação Cultural dos Congados da Microrregião do Médio Piracicaba.

  • PL nº 2.536/2026, do Executivo, alterando a Lei Municipal nº 2.851/2025 sobre transparência em obras públicas.

  • PL nº 2.538/2026, do Executivo, alterando tabela de subvenções da Lei nº 2.867/2026.

  • PL nº 2.539/2026, do Executivo, autorizando crédito especial no orçamento de 2026.

  • PR nº 552/2026, da Mesa Diretora, autorizando remuneração de subcomissão técnica da Lei Federal nº 12.232/2010.

O PL nº 2.537/2026, sobre revogação de norma de eliminadores de ar na rede de água, teve sete votos favoráveis e uma abstenção do vereador Anderson da Silva Tavares.

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Itabira inaugura nova Farmácia Municipal Central com atendimento unificado

Foto: Minas em Dia / Reprodução

A Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, tem a honra de convidar você para a inauguração deste novo espaço. Um ambiente pensado para garantir conforto, dignidade e um atendimento muito mais humanizado para os usuários e servidores.


Quando: 01/04/2026 (quarta-feira), às 10h
Onde: Avenida Carlos Drummond de Andrade, 52 – Centro

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O que muda na prática?

Tudo em um só lugar
O grande diferencial da nova Farmácia Municipal Central é a facilidade. Agora, você terá acesso aos medicamentos básicos e especializados no mesmo endereço, eliminando a necessidade de deslocamento entre unidades.

Medicamentos disponíveis
O espaço reúne:

  • Componente básico: 151 itens (responsabilidade do município)
  • Componente especializado e de alto custo: cerca de 190 itens (responsabilidade do Estado)

Atendendo desde tratamentos rápidos, como antibióticos e analgésicos, até doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e asma.

Importante
O número de itens liberados permanece o mesmo. A mudança está na centralização e na melhoria da estrutura de atendimento.

Fraldas geriátricas
A unidade será o ponto oficial de distribuição para usuários com renda per capita de até meio salário mínimo (mediante protocolo clínico).

Estrutura de atendimento
A nova unidade terá capacidade para atender, em média, 300 pessoas por dia, com uma equipe de 19 profissionais, incluindo:

  • 3 farmacêuticos
  • Equipe administrativa
  • Recepcionistas
  • Serviços gerais

Mais conforto, organização e qualidade no atendimento para a população de Itabira.

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