Um dos desaparecimentos mais intrigantes registrados no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, permanece cercado de perguntas quase 14 anos depois. Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, então com 77 anos, desapareceu em 21 de outubro de 2012, durante uma excursão religiosa.
Moradora de Portão, no Rio Grande do Sul, Beatriz havia viajado acompanhada do marido, Delmar Winck, então com 82 anos, e de outros integrantes de uma excursão. O grupo havia chegado a Aparecida naquele domingo. Diário Gaúcho
O desaparecimento no Santuário de Aparecida
Segundo os relatos divulgados na época, Beatriz e o marido estavam na região das lojas do complexo religioso. Delmar entrou ou permaneceu em uma loja para fazer uma compra enquanto a esposa o aguardava. Quando retornou, ela já não estava no local.
O desaparecimento mobilizou familiares, funcionários e autoridades. O sistema de som do Santuário chegou a ser utilizado na tentativa de localizar Beatriz, mas ela não apareceu. UOL Notícias
Reportagens publicadas nos primeiros dias apontavam que Beatriz apresentava lapsos de memória, informação relatada pela própria família. Na época, uma das possibilidades consideradas era de que ela tivesse se desorientado em meio à grande movimentação de peregrinos. Diário Gaúcho
Buscas chegaram a Minas Gerais
A procura rapidamente ultrapassou os limites de Aparecida.
Familiares espalharam cartazes, procuraram hospitais, delegacias e outras instituições e verificaram informações recebidas de diferentes localidades. Em dezembro de 2012, reportagem do Terra registrou que cartazes e buscas já haviam alcançado inclusive o sul de Minas Gerais. Terra
Também surgiram relatos de possíveis avistamentos em municípios paulistas próximos. Em Guaratinguetá, por exemplo, pessoas afirmaram ter visto uma mulher com as características de Beatriz em uma parada de ônibus e na rodoviária. A própria família, porém, demonstrava cautela diante das diversas informações e trotes recebidos. Diário Gaúcho
Nenhuma dessas pistas divulgadas naquele período levou à localização da aposentada.
Polícia investigou diferentes possibilidades
Nos primeiros dias, a polícia trabalhava com possibilidades como Beatriz ter se perdido, passado mal ou embarcado por engano em algum ônibus de excursão. O caso chamava atenção porque desaparecimentos temporários aconteciam no Santuário em períodos de grande movimento, mas normalmente eram solucionados rapidamente. UOL Notícias
Uma reportagem da BBC News Brasil publicada em 2021 informou que a investigação policial não havia produzido novidades capazes de solucionar o desaparecimento. A família chegou ainda a contratar investigadores particulares, também sem obter uma resposta conclusiva sobre o paradeiro de Beatriz. UOL Notícias
Por isso, teorias divulgadas posteriormente na internet sobre o que teria acontecido com ela devem ser tratadas apenas como hipóteses não comprovadas, e não como conclusão da investigação.
Um desaparecimento que permanece sem resposta
O que deveria ser uma viagem religiosa transformou-se em uma longa busca para a família Winck.
Décadas depois, a pergunta central permanece a mesma: o que aconteceu com Beatriz depois que ela se afastou do marido naquele domingo de outubro de 2012?
Sem uma pista conclusiva divulgada pelas autoridades, o desaparecimento de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck continua sendo lembrado como um dos casos mais incomuns ocorridos durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida.
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Conteúdo original do Portal Minas em Dia.
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Fonte:
https://minasemdia.com.br
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