Tradução: Portal Minas em Dia
Créditos: CNBC
As autoridades dos Estados Unidos confirmaram um segundo caso do chamado New World Screwworm (verme-da-bicheira do Novo Mundo) no estado do Texas, aumentando a preocupação com a possível disseminação do parasita que ameaça rebanhos bovinos e outros animais de sangue quente.
O novo caso foi identificado em um bezerro de aproximadamente um mês de idade no Condado de Zavala, no sul do Texas. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o animal infectado foi encontrado a cerca de 9 quilômetros do primeiro foco confirmado no estado, registrado poucos dias antes.
O verme-da-bicheira é a larva da mosca Cochliomyia hominivorax, conhecida por depositar ovos em feridas abertas de animais. Após a eclosão, as larvas alimentam-se de tecido vivo, podendo causar lesões graves e até a morte do hospedeiro se não houver tratamento adequado. Embora afete principalmente animais de criação, casos em seres humanos também podem ocorrer, ainda que sejam raros.
As autoridades federais e estaduais intensificaram as ações de combate à praga. Entre as medidas adotadas estão o aumento da vigilância sanitária, inspeções em rebanhos e a liberação de milhões de moscas estéreis, técnica utilizada para interromper o ciclo reprodutivo do inseto e reduzir sua população.
O governador do Texas, Greg Abbott, ampliou a declaração de desastre no estado para mobilizar recursos adicionais e acelerar as ações de contenção. Autoridades afirmam que não há risco para a segurança alimentar, já que o parasita não contamina carne ou produtos destinados ao consumo humano.
O ressurgimento da praga preocupa o setor pecuário norte-americano porque o verme-da-bicheira havia sido erradicado dos Estados Unidos há décadas. Especialistas atribuem o retorno da ameaça ao avanço da infestação pelo México e pela América Central nos últimos anos.
As autoridades seguem monitorando a situação e reforçam que a detecção precoce e a rápida resposta são fundamentais para evitar uma disseminação mais ampla do parasita pelo território americano.
Fonte: CNBC. Tradução e adaptação: Portal Minas em Dia.




