terça-feira, julho 28, 2026
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Vale revela investimento bilionário em inovação e apresenta como a tecnologia está transformando a mineração

Vale lança relatório inédito de inovação, destaca IA, automação e investimentos bilionários para transformar a mineração. Foto: Portal Minas em Dia

A Vale apresentou seu primeiro Relatório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), documento que reúne, pela primeira vez, os principais investimentos, projetos, parcerias e resultados voltados à transformação tecnológica da mineração. A publicação mostra como ciência, inovação e sustentabilidade passaram a ocupar posição estratégica na companhia para enfrentar desafios ligados à segurança operacional, eficiência produtiva, redução dos impactos ambientais e apoio à transição energética global.

O relatório consolida um dos maiores programas de inovação do setor mineral e evidencia como tecnologias como inteligência artificial, automação, mineração circular e soluções de descarbonização já estão sendo aplicadas em diversas etapas da cadeia produtiva.

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Investimento ultrapassa R$ 3,7 bilhões em um único ano

Segundo a Vale, os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação alcançaram US$ 685 milhões em 2025, o equivalente a aproximadamente R$ 3,78 bilhões.

O portfólio da companhia reúne atualmente mais de 350 projetos ativos, apoiados por 16 hubs próprios de inovação, além de uma ampla rede de colaboração com universidades e centros de pesquisa.

A empresa informou ainda que destinou mais de R$ 38,4 milhões para bolsas de pesquisa vinculadas a projetos de inovação desenvolvidos em instituições acadêmicas e outros R$ 10 milhões para infraestrutura científica.

Mineração do Futuro integra tecnologia e sustentabilidade

O documento apresenta a visão da empresa para a chamada Mineração do Futuro, conceito baseado na integração entre ciência, análise de dados, inteligência artificial, automação industrial e processos produtivos de menor impacto ambiental.

A estratégia contempla toda a cadeia mineral, desde a pesquisa geológica e exploração de jazidas até operações em minas, usinas, ferrovias, portos, transporte marítimo e fornecimento de produtos para a indústria siderúrgica.

Segundo a Vale, a transformação busca elevar os padrões de produtividade ao mesmo tempo em que reduz emissões de carbono, otimiza recursos naturais e fortalece cadeias produtivas mais resilientes.

Inteligência artificial já faz parte das operações

Entre os destaques do relatório está a utilização crescente da inteligência artificial nas operações industriais.

A companhia informa possuir mais de 45 soluções baseadas em IA distribuídas em diferentes áreas da empresa.

Essas tecnologias são utilizadas para:

  • prever condições climáticas;
  • apoiar decisões operacionais nas minas;
  • monitorar ativos críticos;
  • otimizar operações ferroviárias e marítimas;
  • reduzir consumo de combustíveis e insumos;
  • aumentar a previsibilidade logística;
  • fortalecer a segurança operacional.

Entre os projetos apresentados estão:

  • MinAInteligente, voltado à eficiência operacional nas minas;
  • SabIA, plataforma de inteligência artificial generativa para pesquisas em exploração mineral;
  • PelotAInteligente, destinada à otimização da produção de pelotas e redução do consumo de gás natural;
  • VESO, ferramenta que simula produção, custos e emissões para apoiar decisões relacionadas à descarbonização.

Mais de 90 equipamentos autônomos operam no Brasil

A automação também ocupa papel central na estratégia apresentada pela empresa.

Atualmente, a Vale possui mais de 90 equipamentos autônomos em operação no Brasil, incluindo caminhões fora de estrada, perfuratrizes e máquinas utilizadas em pátios industriais.

Segundo a companhia, a adoção dessas tecnologias aumenta a segurança ao retirar profissionais de áreas de maior risco e amplia a eficiência por meio da integração de sistemas digitais e análise contínua de dados.

A transformação tecnológica também impacta diretamente a qualificação profissional.

Cerca de 300 postos de trabalho passaram por processos de adaptação, permitindo que empregados fossem capacitados para atuar em novas funções e na interação com equipamentos autônomos.

Mina de Capanema se torna referência da nova mineração

Um dos principais cases apresentados pela Vale é a Mina de Capanema, localizada em Ouro Preto (MG).

Retomada após permanecer aproximadamente 22 anos paralisada, a operação foi concebida dentro dos novos conceitos de mineração sustentável.

Entre suas principais características estão:

  • operação totalmente autônoma;
  • processamento a seco;
  • ausência de uso de água no beneficiamento;
  • inexistência de barragens de rejeitos;
  • reaproveitamento de minério presente em antigas pilhas de estéril.

Segundo a empresa, o projeto representa um dos exemplos mais completos da aplicação prática dos conceitos da Mineração do Futuro.

Economia circular ganha espaço na produção

Outro eixo estratégico destacado pela companhia é a mineração circular.

Em 2025, a Vale produziu 26,3 milhões de toneladas de minério de ferro provenientes de fontes circulares, volume equivalente a aproximadamente 8% da produção total, mais que o dobro registrado no ano anterior.

A meta estabelecida pela empresa é elevar esse percentual para 10% da produção anual até 2030.

O Programa de Mineração Circular reúne mais de 100 iniciativas, incluindo:

  • reaproveitamento de rejeitos e estéreis;
  • produção de areia sustentável;
  • fabricação de blocos utilizando materiais reaproveitados;
  • desenvolvimento de novos insumos para cadeias produtivas.

Tecnologia também transforma logística e transporte

A inovação apresentada pela Vale ultrapassa os limites das minas.

O relatório mostra projetos voltados à modernização das operações ferroviárias, portuárias e marítimas, com foco em segurança, eficiência logística e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Entre as iniciativas destacadas estão:

  • drones para amarração de navios no Porto Norte, em São Luís (MA);
  • locomotivas equipadas com painéis solares na Estrada de Ferro Carajás;
  • sistema AIFleet para gestão de frotas;
  • programa Ecoshipping;
  • utilização da plataforma VESO para planejamento operacional.

Soluções também beneficiam a indústria do aço

Na etapa final da cadeia produtiva, a Vale destaca tecnologias desenvolvidas para reduzir a pegada de carbono da siderurgia.

Os briquetes de minério de ferro produzidos pela empresa possuem potencial para reduzir até 10% das emissões de gases de efeito estufa durante a produção do aço.

Já os chamados Mega Hubs, modelo logístico e industrial desenvolvido pela companhia, podem proporcionar reduções de até 70% nas emissões em comparação aos processos tradicionais.

Inovação passa a integrar a estratégia de longo prazo

Ao lançar seu primeiro relatório dedicado exclusivamente à pesquisa, desenvolvimento e inovação, a Vale reforça que a tecnologia deixou de ser apenas um instrumento de apoio operacional para se tornar um dos pilares estratégicos da companhia.

A publicação evidencia uma mineração cada vez mais baseada em inteligência artificial, automação, sustentabilidade e economia circular, sinalizando como esses investimentos deverão influenciar a competitividade do setor mineral e contribuir para uma produção mais eficiente, segura e alinhada às demandas globais por redução de emissões e transição energética.

O relatório completo pode ser acessado aqui.

Conteúdo original do Portal Minas em Dia.
Reprodução sem autorização não é permitida. Fonte:
https://minasemdia.com.br

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